Gene Johnson | Anexo Lume | Galeria Lume

O artista americano Gene Johnson tem verdadeira fixação pelas formas geométricas, cores e textura da metrópole. Ele sente as diferentes tensões que permeiam as esferas da cidade e as transforma em histórias contadas através de camadas de tintas e colagens. Estas narrativas serão apresentadas em Resíduos, exposição que entra em cartaz no dia 18 de junho no Anexo Lume, espaço que a Galeria Lume dedica a mostras de artistas convidados.

Johnson passou alguns anos em trânsito por grandes centros urbanos, como Nova York, Cidade do México e São Paulo. Hoje, aos 74 anos, oferece ao público uma linguagem própria, flexível, intuitiva e emocional. É autor de uma obra pendular, que caminha entre extremos, se assemelhando às situações cotidianas das metrópoles que o inspiram.

Sua produção pictórica é marcada pelos grandes formatos, uma escolha que exprime ao visitante fragmentos tipográficos da cidade. A exemplo de Stepscape illusion (2019), tela na qual o artista oferece uma espécie de vista panorâmica da geometria das vias públicas.

“Pinturas são como histórias contadas em camadas, sempre desviando, evitando-se, dividindo-se, escolhendo e enfrentando verdades. São trechos recortados do que queremos que seja conhecido”, afirma Johnson.

Já nas colagens, Gene opta por escalas menores e faz uso de materiais como papel e metal para criar sobreposições. Como em Japan Collage (2018), na qual ele traz ao público formas assimétricas que figuram as sensações de intimidade e ludicidade.

As histórias contadas por Gene Johnson são formadas por diversas camadas. Ora sutis, ora densas, carregam a dualidade típica de quem vive na metrópole. É um convite ao visitante para explorar as diferentes facetas do caos e do equilíbrio.

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