Friccional – Vibratos Audiovisuais | Kaaysá Art Residency

Na contramão do caos da vida moderna, uma residência artística no meio da Mata Atlântica, no litoral norte de São Paulo. O espaço recebe artistas visuais, fotógrafos, curadores, arquitetos, músicos, dançarinos e outros profissionais criativos para imersões na natureza e trocas multidisciplinares. O destino em pauta é o Kaaysá Art Residency, um espaço independente de intercâmbio artístico situado no sertão de Boiçucanga, no litoral paulista (Estrada do Cascalho, 1270), sob o comando de Lourdina Rabieh, libanesa naturalizada no Brasil, e curadoria de Lucila Mantovani.

O próximo programa de residência, Friccional – Vibratos Audiovisuais, propõe uma imersão de dez dias em Boiçucanga e reúne um grupo formado por músicos, artistas plásticos, poetas, escritores, curadores, videomakers, fotógrafos, dançarinos e atores, co-criando a partir de seus processos, uma experiência permeável e integral que amplie a percepção do público sobre a realidade sensível. O programa, dividido em duas etapas, acontece de 28 de abril a 2 de maio e de 30 de maio a 3 de junho, e trará oficinas abertas ao público.

Para participar, os residentes passam por uma seleção, realizada por um comitê de curadores e especialistas de arte e cultura, que contempla análise de currículo e portfólio, e uma prévia do projeto a ser desenvolvido durante a residência. Os grupos são formados por profissionais de todas as nacionalidades e de diferentes áreas criativas. “A proposta é entrelaçar processos de diferentes naturezas que entre si tenham sinergias temáticas, biográficas ou gestuais” afirma Lucila Mantovani, curadora do projeto.

A estrutura da Kaaysá dispõe de espaços para uso coletivo como ateliê, estúdio audiovisual, laboratório de fotografia, biblioteca e marcenaria, além de cerca de 36 alojamentos. A curadoria ainda propõe planejamentos de atividades individuais e coletivas, com bate-papos com curadores e artistas, vivências com a população local, roteiros de trilhas para imersão na natureza local, estudos com pesquisas sobre a Mata e o Oceano Atlântico, entre outros.

“Quanto mais intercâmbios e interações, mais fértil se torna o ambiente e, consequentemente, a capacidade de produzir ideias. Estimulamos a imersão na natureza a fim de aguçar os sentidos dos profissionais, impulsionar conexões entre as diversas linguagens criativas e estreitar os diálogos sobre o processo de cada residente”, explica Lucila Mantovani.

Kaaysá – Do tupi-guarani, a palavra Kaaysá significa “aquele que vive na mata perto do mar”, uma designação legítima para a proposta do intercâmbio artístico. O projeto nasceu da idealização de Lourdina em transformar o espaço em um pólo cultural. “É uma região ainda pouco explorada culturalmente, mas com potencial para ser um centro de criação e encontro entre criadores de diversas nacionalidades. Ademais, a proximidade com a capital paulista pode trazer respiro cultural para comunidade local e vigor criativo aos residentes”, ela conta.

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