FERNANDO LINDOTE | MYRINE VLAVIANOS ARTE CONTEMPORÂNEA

Depois de fazer uma grande exposição individual com a curadoria de Paulo Herkenhoff no MAR – Museu de Arte do Rio, o artista gaúcho-catarinense Fernando Lindote apresenta em Florianópolis a exposição Guerra! E a necessidade de fazer pontes. A organização da mostra é uma parceria do espaço cultural O Sítio Arte Educação e do escritório de arte Myrine Vlavianos Arte Contemporânea, que representa o artista em Florianópolis.

Fernando Lindote é conhecido nacionalmente por seus trabalhos em performance, fotografia, vídeo, instalação, escultura e pintura. Sua trajetória inclui participações na Bienal de São Paulo, Panorama do MAM, Bienal do Mercosul e Prêmio Marcantonio Vilaça FUNARTE, além de exposições individuais e coletivas organizadas por nomes fundamentais da curadoria brasileira como Agnaldo Farias, Adriano Pedrosa, Paulo Herkenhoff, Tadeu Chiarelli, Cristiana Tejo e Paulo Sergio Duarte. Ele é um dos artistas selecionados para a mega exposição A cor do Brasil, inaugurada esta semana no MAR.

Esta exposição em Florianópolis reúne sete pinturas em óleo sobre tela realizadas nos últimos quatro anos e inéditas em Santa Catarina. Serão expostas duas pinturas que têm o congresso nacional como imagem referente. Segundo o artista, nesses trabalhos subjaz a discussão do lugar da capital utópica representada por Brasília, tanto por sua referência à antiga capital, como por seu histórico ligado ao período militar. A mostra também é composta por três autorretratos realizados com máscara de porco, da série iniciada em 2000 através do projeto Outro Porco Empalhado, contemplado com a Bolsa Vitae. Ainda participarão da exposição uma pintura de Vanitas e uma cena de gênero.

Fernando Lindote explica o ponto em comum entre as sete pinturas, que dá título à mostra: O título faz referência ao motivo interno que moveu o processo de constituição dos trabalhos: a discussão do lugar do aspecto político numa obra visual, assim como o posicionamento radical em relação à necessidade de referências na constituição de um corpus de obra. Por isso as duas assertivas do título: Guerra! E a necessidade de fazer pontes.

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