Felippe Sabino | Galeria Inox

A nova série de Sabino é uma continuidade do trabalho do artista desenvolvido anteriormente que buscava explorar o efeito de luz e sombra tendo a fotografia como ponto de partida. “O flash delimita a imagem, muda, vira outra coisa. Eu busco investigar essa imagem que surge”, conta Felippe.

Nesse novo trabalho, com seis obras – três pinturas a óleo e três a gauche – o Hiper-realismo* de Sabino ganha novos elementos. Um brinquedo de praça, portões e janelas começam a entrar com mais naturalidade nas telas que, anteriormente, retratavam plantas, arbustos, folhagens, galhos… As imagens continuam inanimadas, transmitindo uma sensação de melancolia e solidão, porém esses novos elementos remetem a cenas mais próximas ao cotidiano das pessoas.  Segundo Sabino, essa mudança aconteceu porque seu olhar vem se desdobrando e vem se tornando cada vez mais acurado. “Meu trabalho caminhou para esse vazio, sem movimento, nem ação, estéril”, explica ele.

O artista, desde o final de 2013, pesquisa as relações entre fotografia e pintura, traçando uma poética entre o universo da fotografia, como o efeito do flash e jogo de luz, com uma incrível habilidade.  A captação do jogo de luz e a habilidade do artista em representar de forma minuciosa detalhes da imagem chega a confundir o espectador. Estamos vendo uma pintura ou uma fotografia?

Sobre o processo de captação das fotografias, o artista conta que as fotografias são tiradas de forma quase amadora, sem estudo mais aprimorado sobre a técnica, nem uso de máquina profissional. “A fotografia é a captura de um momento, de uma imagem que transponho para a pintura”, explica ele. “Busco a surpresa, o inesperado e nem faço muitos cliques, pois já seria um processo de edição. Investigo a imagem enquanto imagem” finaliza o artista.

 

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