FELIPPE MORAES E AGOSTINHO MOREIRA | MAC NITERÓI

No mês das Olimpíadas, quando o Estado do Rio de Janeiro vai receber ainda mais turistas, além da exposição “Baía de Guanabara: Ágias e Vidas Escondiadas”, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, recém reinaugurado abre as mostras “Progressão”, do artista Felippe Moraes, com curadoria de Michelle Sommer, que vai ficar na rampa do MAC; e “Provar, Aprovar, Reprovar”, de Agostinho Moreira, que pode ser vista no lago do pátio externo do museu.

Mais sobre as mostras:

Progressão
Exposição do artista Felippe Moraes, com curadoria de Michelle Sommer, que ocupará a rampa do MAC Niterói. Instalação que é um desdobramento das pesquisas realizadas pelo artista ao longo dos últimos anos sobre a tensão entre a linguagem matemática e o mundo dos fenômenos. Constituída por 26 bandeiras diferentes, de 70X100 cm, organizadas de maneira a produzir uma progressão de tons passando do preto para o branco, com uma escala gradativa de cinzas entre elas. No centro de cada uma delas, está a inscrição de uma porcentagem, partindo de 100% preto até 0%. Os tons dos números em si seguirão a mesma proporção, mas de maneira inversa, começando do branco e gradativamente tornando-se pretos. Todas as bandeiras em posições estratégicas, frente à paisagem imponente do museu, em frente à Baía de Guanabara, estando sujeitas às intempéries da natureza, como vento, chuva, Sol. O trabalho se relaciona, portanto, com arquitetura e paisagem.

Provar, Aprovar, Reprovar
Exposição do artista Agostinho Moreira. Uma intervenção, no espelho d’água do MAC, com tampas redondas de plástico reutilizadas em diversas dimensões e cores, na formação de uma pintura em movimento proporcionada pela ação do vento. Serão colocadas aproximadamente 60.000 tampas de início. Trata-se de uma instalação participativa, com a ação de escolas e do público em geral, para trazerem mais tampas, que poderão se assinadas pelos contribuintes. Cada tampa levada poderá ser trocada por alguma já presente na obra, criando uma interação entre público e obra. A ideia é que, com o tempo, todos os objetos recebam um nome, o que as constituirá como um símbolo importante de humanização no imaginário participativo. Assim, “Provar, Aprovar, Reprovar” liga um percurso dos próprios objetos usados na pintura em movimento com o seu caráter repleto de cumplicidade; as tampas coloridas (a tinta) dialogam pela memória, por serem reutilizadas, com partes da vida de cada um que as observa. A recolha de tampas em si terá como objetivo a conscientização e a criação de novos hábitos, reforçando valores de ecologia, reutilização e participação em união social.

As informações contidas na agenda são de responsabilidade dos museus e galerias e não representam a opinião da Dasartes.

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