Estados da abstração no pós-guerra | MAM Rio

Obra de Jackson Pollock.

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura a mostra “Estados da abstração no pós-guerra”.

O curador Paulo Venancio Filho destaca que se “há um fenômeno que determina as artes plásticas do século 20, este é a abstração”. “Ao fim da segunda guerra mundial os pioneiros do abstracionismo – Kandinsky, Mondrian, Malevitch – estavam mortos ou relativamente esquecidos; no entanto a abstração tinha se tornado uma linguagem universal, atingindo a maturidade e até mesmo a dispersão idiomática em várias tendências. No pós-guerra é a linguagem que se expande por toda Europa, Américas e mesmo o Oriente, como é o caso do Japão, multiplicando-se em diferentes contextos culturais”, observa. A exposição pretende ser “um breve resumo desse movimento e suas tendências, reunindo alguns de seus principais artistas”. Não se poderia falar da abstração do pós-guerra sem incluir um Pollock, um Fontana, um Albers, um Cruz-Diez, um Max Bill e vários outros aqui presentes. Tampouco poderia se omitir as sua principais tendências como o Construtivismo, o Expressionismo Abstrato, o Concretismo, o Informalismo.

“Estados da abstração no pós-guerra” reúne 23 obras de 20 importantes artistas nascidos nos EUA – Alexander Calder (1898 – 1976), Jackson Pollock (1912 – 1956) e Robert Motherwell (1915 – 1991); Alemanha – Josef Albers (1888 – 1976), Jean Arp (1886 – 1966) e Hans Hartung (1904 – 1989); Suíça – Max Bill (1908 –1994); Itália – Lucio Fontana (1899 – 1968) e Bruno Munari (1907 – 1998); França – César (1921 – 1998); Jean Fautrier (1897 – 1964); e Pierre Soulages (1919); Argentina –
Enio Iommi (1926 – 2013); Venezuela – Carlos Cruz-Diez (1923); Uruguai – María Freire (1917 – 2015); Inglaterra – Ben Nicholson (1894 – 1982); Escócia – Alan Davie (1920); Bélgica – Henri Michaux (1899 – 1984); Eslováquia – Gyula Kosice (1924); e Hungria – Victor Vasarely (1908 –1997).

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