Eleonora Gomes | Soma Galeria

Em “Aliás”, Eleonora Gomes apresenta trabalhos recentes, incluindo a instalação “São os outros que morrem”, que ocupa a parede do local de exposição e se desfaz em objetos pelo chão da sala. Esse trabalho organiza todo o processo das pinturas como um inventário e discute a tentativa de repetir algo espontâneo e que não pode ser repetido. A pintura fala sobre do espaço retangular da pintura e da relação do processo de trabalho da artista.
Na noite de abertura (27/10) são apresentadas três performances. “Ensaios sobre tradição – Ato 1: Shabat” de Eduardo Cardoso Amato conta com objetos de culto cobertos com cera de abelha como signo de preservação – e ao mesmo tempo estagnação de costumes e tradições, quando elimina a possibilidade de uso dos objetos. Tem a ver com a relação da doçura do mel (um alimento invalidável) e o ferrão da abelha. A performance conta com a instalação sonora do artista Gustavo Francesconi.
Na performance “Bad Anthropophagy”, Marina Ramos trata da descendência da artista, que é de etnia quechua, colocando em sua performance questões indígenas e sua relação com a hibridação e tradução cultural. Já a performance “Isso é uma placa de aviso”, de Leo Lizardo, trata da relação do corpo visível e o invisível: a pele é apenas uma camada de tudo que existe.

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