A arte é o meio catalisador que reúne as expressões e representações mais visíveis do universo gay, lésbico, transexual e de muitos indivíduos que não se enquadram nos padrões impostos. Por meio da arte, os artistas expõem sua visão de mundo, se afirmam diante da sociedade, reclamam direitos e conquistam compreensão para suas demandas. Esse universo transformador está presente na exposição “É Tudo Nosso”, uma realização da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e da Casa da Cultura da América Latina do Decanato de Extensão, da Universidade de Brasília, pela programação do 14º Seminário LGBT do Congresso Nacional, realizado em dia 13 de junho.

Com um título de expressão afirmativa de confiança, de ocupar para conquistar, “É Tudo Nosso” é formado por vídeos, arte eletrônica, fotografias, desenhos e pinturas, assinados por 19 artistas que atuam no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. São eles: Alair Gomes, Antonio Obá, Bia Leite, Camila Soato, Christus Nóbrega, Fabio Baroli, Felipe Olalquiaga, Isadora Valença, João Henrique, Léo Tavares, Lukas Delfino, Matheus Opa, Odinaldo Costa, Paula Petit, Pedro Lacerda, Rodrigo D’Alcântara, Rodrigo de Oliveira, Rosa Luz e Victor Arruda.

Pelo menos quatro desses artistas já concorreram ao maior prêmio de arte contemporânea do Brasil, o Prêmio PIPA. Antonio Obá e Christus Nóbrega este ano e Camila Soato e Fabio Baroli em anos anteriores.

“É Tudo Nosso” apresenta uma produção que transita por ativismo, erotismo, poesia, crítica social, e afeto, em um recorte afirmativo de identidade e cidadania. Este é o segundo ano que a exposição é organizada por Clauder Diniz, que orientou sua curadoria a partir da sintonia com a jovem produção contemporânea e com alguns trabalhos que tratam os assuntos, sempre muito difíceis, com sutileza e poesia.

A exposição “É Tudo Nosso” ficará aberta à visitação na Casa da Cultura da América Latina, em Brasília, entre os dias 13 e 28 de junho. A entrada é gratuita.

 

 

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