Djanira | Centro Cultural Correios

O Centro Cultural Correios, Museu Nacional de Belas Artes ,IBRAM e Ministério da Cultura apresentam a exposição Djanira: Cronista de ritos, pintora de costumes – Coleção Museu Nacional de Belas Artes, de 03 de dezembro de 2016 a 05 de fevereiro de 2017. A mostra inédita em São Paulo apresenta ao público cerca de 120 obras de Djanira da Motta e Silva, com curadoria de Daniela Matera e patrocínio dos Correios e do Governo Federal.

“Djanira: Cronista de ritos, pintora de costumes – Coleção Museu Nacional de Belas Artes” é uma seleção de cerca de 120 obras da pintora Djanira da Mota e Silva, das mais de 800 pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes. São óleos, têmperas, guaches, acrílicas, gravuras, nanquins, entre outros trabalhos da artista produzidos entre 1940 e 1979. A mostra celebra Djanira, mostrando ao público como sua pintura antropológica atenta ao cotidiano do povo brasileiro, do labor ao lazer, passando pelo sincretismo religioso, emblemático na constituição do País.

A exposição desvela o sensível lirismo do cotidiano que permeia a obra da artista. Djanira foi uma pintora andarilha, que percorreu o Brasil em busca de cenas diárias de populações urbanas e rurais. Do labor ao lúdico, suas obras retratam um amplo panorama do mundo secular e mítico: pescadores, mineiros, trabalhadores do campo, mulheres rendeiras, a costureira, os santos de devoção sincrética.

O encontro corriqueiro do dia a dia com a experiência mítica, entre o que se crê e o que se vê, a sinergia entre o fazer artístico e poético (fazer pelo trabalho e pela fé) traduzem Djanira, para além da artista ingênua, para a artista que, sob o hábito, cristaliza a imagem do Brasil.

Para a curadora Daniela Matera, a ingenuidade de Djanira está no modo de ver e experimentar a vida: “Antes de pintar, vemos. Antes de viver, sonhamos. Djanira, sonhou em ser pintora. E o que é o sonho se não um conto, uma estória, um poema? Aquilo que contamos ao outro e a nós mesmos. Djanira evidencia através da sua obra o lirismo do povo brasileiro, procurando, no cotidiano e nos costumes de todos nós, homens comuns, a semear o sonho.”

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