Cursos | Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV)

“Arte e Mercado” com o professor Franz Manata, de 11 de setembro a 30 de outubro, sempre as segundas, das 19h às 21h, com 1 aula aberta no dia 28 de agosto.

O curso investiga sua formação e a natureza contemporânea dos mercados de arte, suas particularidades e quais os desafios na era da economia da informação. É destinado a qualquer pessoa interessada em arte, não sendo necessário conhecimento prévio. R$ 380,00/mês.

Conteúdo

1. A invenção do sentido de mercado de arte
A formação do que entendemos hoje por “sistema das artes”, está intimamente ligado à formação dos mercados econômicos e da própria noção de arte, se constituindo, ao longo do tempo, num campo de conhecimento.

2. Como se dá a formação de valor e preço na arte
Aborda a diferença entre valor e preço na arte e como essa discussão se formou a partir das vanguardas modernas com Duchamp, passando pela Pop de Warhol e a origem da arte enquanto commodities , até os mercados não monetizados.

3. Fundamentos do mercado de arte global
O mercado global de arte contemporânea, suas regras, particularidades, agentes (feiras de arte, galerias, leilões e os mercados regionais, nacionais e internacionais, primário e secundário), o papel das grandes exposições, dos curadores e o local do artista frente a tudo isso.

4. Abordagens em resistência cultural
As estratégias de resistência empreendidas pelos artistas, os atos de ‘sabotagem’ criativa, os coletivos e as práticas de intervenção pública como forma de ativismo.

Dinâmica
Um vasto conjunto de imagens e filmes serão apresentados além de aulas expositivas.

Franz Manata é artista, curador e professor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Mestre em linguagens visuais pela UFRJ, com formação em sociologia e economia, atua como consultor para instituições públicas, coleções particulares e corporativas. Trabalha em duo com Saulo Laudares desde 1998.

 

“Da Música à Arte Sonora” com o professor Paulo Vivacqua, de 4 de setembro a 27 de novembro, sempre as segundas, das 19h às 22h, por R$ 380,00/mês.

O curso é destinado a estudantes em artes que tenham interesse em aproximar-se da espacialidade do som através de aulas teóricas em que serão apresentados conceitos, autores e obras que exploram o território híbrido entre arte e música sob uma ótica histórica.

Conteúdo
O conteúdo será oferecido através de aulas, discussões e sugestões de leituras, seguidos de apresentação de exemplos.

Dinâmica

1. Uma Breve História da Música
Formação do conceito de espacialidade na música ocidental. Polifonia (Idade Média, Renascimento). Construção e dissolução da forma musical no sistema tonal (Barroco, Classico, Romantismo). Atonalismo (Expressionismo). musica Concreta e Eletroacústica.

2. Arte Sonora
O som (e o silêncio) na relação com o espaço e contexto na arte contemporânea – novas abordagens. intervenções públicas. território e linguagem (som e sentido).

Serão apresentados exemplos musicais e audiovisuais para ilustrar o conteúdo ao longo do curso.

Paulo Vivacqua. Vitória, 1971. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Com formação em música, elabora seu trabalho a partir de um cruzamento de linguagens sonora, visual e textual. Busca um território híbrido entre a materialidade e a sonoridade em instalações que se relacionam intrinsecamente com a arquitetura e os contextos dos ambientes em que são montadas. Componentes e dispositivos sonoros, entre objetos e materiais diversos, são usados plasticamente em um jogo de forma e função que ativam narrativas imaginárias no espaço e paisagens sonoras temporárias. Participou de mostras nacionais e internacionais de relevância como: Sound Field, The Field Sculpture Park, Hudson, NY 2002, Radio Polyphony, NYC, 2003, Escape, Zagreb Bank, 22º Music Biennale Zagreb, Croatia 2003, Observatório Auditivo, 8ª Bienal do Mercosul, The Legend of the Lake. Art in General, NYC. “Sentinelas” – TREBLE, Sculpture Center, NY 2004 e Premio Arte e Patrimônio, Palácio Gustavo Capanema, 2008. “Deserto” – Oi Futuro, Rio de Janeiro, 2006. “Interpretação” e “Ohm” – XXX Bienal de São Paulo, 2012. “Relatos e Visagens” – Soft Power, KunsthalKade, Amersfoort, 2016.

 

Laboratório de Música Concreta e Estética Sonora Para Imagem em Movimento” com o professor Ricardo Mansur, de 2 de outubro a 27 de novembro, sempre as segundas, das 14h às 17h, por R$ 380,00/mês.

O curso é teórico e prático, para interessados no som como forma de expressão e no desenho de som para cinema, audiovisual e videoarte.

Objetivos

Capacitar o aluno para a manipulação do som com ferramentas digitais de gravação e reprodução sonora na perspectiva da conceituação, criação, composição e produção de obras sonoras experimentais de música concreta, bem como do desenho de som para cinema, audiovisual e videoarte.

Dinâmica
O programa tem por metodologia a combinação de teoria e prática através da investigação dos conceitos teóricos de música concreta, eletroacústica e de desenho de som (para cinema e audiovisual e videoarte) e a prática da manipulação sonora por softwares de gravação, reprodução e manipulação do som. À partir da compreensão do comportamento do som em relação ao tempo/espaço, da investigação teórica dos tipos de escuta e também de noções estéticas e teóricas de composição contemporânea, os alunos serão estimulados a conceituar, criar e produzir obras de música concreta experimental e realizar desenhos sonoros para cinema, audiovisual e videoarte com ferramentas digitais de gravação, manipulação e reprodução, numa perspectiva laboratorial.

Ricardo Mansur
Desenhista de som, músico, compositor, diretor de áudio e diretor cinematográfico. Desde 1987, compõe e produz trilhas para teatro, televisão e cinema. Finalista do prêmio da música brasileira com o cd Terra de Índio na categoria revelação, 1995. Diretor de música e áudio da TPA – Televisão Pública de Angola, 2002. Produtor musical e arranjador dos Cds de João de Aquino “A Taba e o Tambor” (2005), “Máquina Comovente” de Marco Jabu (2003) e “Sambambas” de Davi do Pandeiro (2003). Professor do Senac do curso de produção musical (2007). Desenhista de som e mixador dos longas: “Paixão e Virtude”, direção Ricardo Miranda (2014). “Feio, eu?”, direção Helena Ignez (2013), “Dois Casamentos”, direção Luiz Rosemberg Filho (2015), “Flutuantes” de Rodrigo Savastano (2015) entre outros e vários curta-metragens. Diretor cinematográfico do filme “Quinto Andar”, Premiado no Festival Visões Periféricas 2013. Mixador da série televisiva Brasil Visual, direção Rosa Melo. Curador da Mostra do filme livre 2015/2016. Criador do curso “O Som no Cinema – Do conceito à finalização”.

Maiores informações pelo telefone (21) 2334-4088 ou http://eavparquelage.rj.gov.br/parquinholage.

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