Cristina Sá | Gabinete de Arte K2o

Cristina Sá, Festa

CRISTINA SÁ – Epidermes da Memória

A primeira exposição individual da artista paulista Cristina Sá em Brasília, reúne pinturas e desenhos inéditos, concebidas em sua técnica original de colagem, sobreposição de papeis artesanais sobre tela, criando composições inovadores e poéticas.
Como ressalta a crítica Angélica Moraes, “a delicadeza da sua obra, sugere e insinua muito mais do que afirma taxativamente algo… o foco de sua criação descende da tradição do “mundo flutuante” (Ukiyo-e), da gravura tradicional japonesa feita a partir de matrizes de madeira (xilogravura). Essa técnica, de traços espessos e cores suaves, se realiza em superfícies planas, sem qualquer sugestão de perspectiva e com inventivas padronagens gráficas (estampas geométricas).
A artista atualiza essa tradição, fazendo em suas composições uma simbiose entre pintura e gravura, por meio da técnica da colagem. A tela de linho se une e se confunde com a fibra dos fragmentos de papéis orientais estampados, que ela rasga e incorpora ao conjunto, criando “peles” de sofisticados grafismos. Estes, por sua vez (esse jogo de passado e presente acontece a todo momento no trabalho dela) remetem às padronagens dos quimonos de seda e suas refinadas sobreposições de tecidos.
Os fragmentos de papel, incorporados à superfície da pintura, incluem padronagens, mandalas e fractais que surgem de processos de computação gráfica e de escaneamento e reprodução de imagens que ganham cores digitais antes de serem impressas e recortadas para recuperarem fisicalidade e se integrarem à composição pictórica. Há um fascínio evidente nessas intervenções de traços e cores feitas pela artista na tela do computador e que depois pousam na tela da pintura, somando tecnologias da era eletrônica a uma das técnicas artísticas mais antigas da história da arte. Nessa fusão de mundos reside uma das qualidades poéticas mais marcantes da obra de Cristina Sá. Uma obra que discute a pele do mundo e as fronteiras do outro.
Algo que busca a respiração necessária dos poros e interfaces entre culturas”.

Eventos paralelos
VITRINE#4
A quarta edição do projeto “VITRINE” apresenta a estilista Cristina Pessoa, artista plástica e designer de jóias. Ela entrou no universo da joalheria através do mundo da arte, resgatou a herança familiar no metier dos diamantes para criar sua marca homônima de jóias contemporâneas.
Nascida e criada na Brasília modernista de Oscar Niemeyer e adotada pelo mundo, morou metade de sua vida fora de seu país natal, construindo extenso currículo acadêmico por mais de 10 anos nas mais prestigiosas escolas de arte da Europa. Com o passaporte carimbado para diferentes destinos do globo, criou seu universo de experiências e bagagem cultural.
Sua produção criativa une as artes plásticas com ourivesaria tradicional e contemporânea, define perspectiva estética e vocabulário amplo no universo da joalheria. Como síntese de sua linguagem, suas peças transitam entre o vintage e contemporâneo, sofisticação de linhas simples e atemporais. Da composição cromática apreendida no estudo da pintura, os diferentes tons de ouro, amarelo, rosê, branco e negro, o colorismo das pedras brasileiras, o uso do diamante, rubi, esmeralda e a variada gama de cores da safira. Possui lojas próprias em Trancoso, onde nasceu a marca, e Brasília.Suas criações são usadas por personalidades como Fernanda Lima, Bebel Gilberto, Bianca Brandolini e Viviane Volpolicella.

MURO#3
A proposta “MURO” abre espaço para jovens artistas de intervenção urbana a ser parcialmente feita em interatividade com o público, aproximando-o do processo criativo. Em sua terceira edição apresenta Gabriel Marx, conhecido nas ruas por PLIC, desenvolve trabalhos artísticos em diversas mídias, foi um dos integrantes do maior projeto de arte urbana realizado em Brasília até hoje ARTE RADICAL, no ECCO/2009.
Dentro do projeto “Mundo Fantástico das Ruas” o artista transforma o espaço urbano em um ambiente lúdico e alegre através de pinturas e grafites. As obras são idealizadas e executadas levando em consideração os aspectos arquitetônicos, urbanísticos e a realidade social encontrada na comunidade que habita e transita pelos locais escolhidos para abrigar a ação/obra. O artista já realizou intervenções urbanas em diversas partes do Brasil, como São Paulo, Bahia, Recife, Olinda, Porto Alegre, Brasília, e em algumas partes do mundo, como Copenhagen – Dinamarca, Roma – Itália, Barcelona – Espanha, Viena – Áustria, Creta e Atenas
– Grécia, Lisboa – Portugal, Amsterdan-Holanda e Califórnia-EUA.

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