Cris Rocha | ArtEEdições

Desenhos criados a partir de incisões e corrosões em superfícies duras, posteriormente utilizadas como matrizes para a impressão em papel. Ao longo dos mais de 20 anos de carreira, a prática foi trabalhada à exaustão pela gravurista Cris Rocha. Reconhecida por suas gravuras em metal, a artista plástica tem agora se aventurado por novos caminhos, aliando as técnicas tradicionais que domina ao processamento digital. E é o resultado desse experimento que ela apresenta em “Cris Rocha – da gravura e além”, entre 21 de agosto e 22 de setembro, na ArtEEdições Galeria. A exposição, que tem curadoria de Maria Alice Milliet, reúne 15 trabalhos da artista, alguns deles ainda inéditos.

“Com a incorporação da tecnologia digital ao meu trabalho, quebro uma série de barreiras, muitas vezes impostas por limites físicos, pelo tamanho da prensa, dos papéis ou mesmo das matrizes. Quando digitalizamos, ganhamos uma série de matizes e tornam-se infinitas as possibilidades. E isso dá um frescor ao meu trabalho que considero bastante importante”, afirma Cris.

Nesse processo, a gravura deixa de ser encarada como um produto final e converte-se em signo primeiro de um processo criativo que inclui a combinação, o tratamento e a impressão de imagens digitais. Figuras de sua autoria são fragmentadas e fundidas umas às outras, muitas vezes sobre panos de fundo de cores fluidas, concebidos a partir da gravação em água tinta sobre metal.

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