Correios inaugura "Nas nuvens", exposição de Kimi Nii no Rio de Janeiro

Correios inaugura no Rio de Janeiro: Kimi Nii – Nas nuvens

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro inaugura dia 17 de dezembro, às 19h, a exposição Kimi Nii – nas nuvens, composta de mais de cem obras, com novos trabalhos e alguns destaques da produção da artista desde a década de 80, de uma das mais prestigiadas escultoras em cerâmica da atualidade: a artista e designer japonesa Kimi Nii (radicada em São Paulo). A exposição, no Rio de Janeiro, fica nas salas 1 e 2 e na sala A do 3º andar. Curadoria de Pieter Tjabbes e textos de Antonio Gonçalves Filho.

Kimi Nii nasceu em 1947 em Hiroshima, no Japão, de pai japonês e mãe brasileira descendente de japoneses e veio para Brasil aos 9 anos. Talvez por suas raízes culturais, tem na impecabilidade das formas das peças uma de suas marcas registradas. Unindo o domínio técnico com as nuances da surpresa no resultado final de suas esculturas, as peças em cerâmica de Kimi Nii têm extrema simplicidade nas formas, que transmitem uma temática extremamente brasileira somada às cores terrosas e a uma linguagem única e beleza incomuns.

A artista observa: “percebendo a dificuldade de domar as manhas do fogo e da terra, resolvi não impor meu desejo e tomar partido dessa característica do processo”. Em algumas peças, Kimi Nii leva em conta a ação do fogo (a 1300°C), que entorta ou faz cair a parte da peça que não encontra apoio. Na cerâmica japonesa, a imperfeição pode traduzir uma manifestação natural, um capricho contra a severidade que seus artefatos expressam.

Os novos trabalhos da artista que serão apresentados na exposição incluem duas instalações, uma vertical, batizada “nas nuvens”, composta de conjuntos de tufos estilizados, com formas arredondadas, dispostas em uma parede; e outra horizontal, onde Kimi Nii retoma um tema que já esteve presente em seu trabalho, com formas inspiradas em montanhas e vulcões, seguindo soluções mais geométricas. Ao contrário do que é marcante em quase todo o trabalho da artista, o formato das peças pode não ser exatamente a materialização daquilo que foi projetado.

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