Construções Sensíveis | CCBB RJ

Héctor Ragni – Numero Uno

A exposição “Construções Sensíveis” foi montada a partir da coleção Ella Fontanals-Cisneros pelos curadores Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez, da Arte A Produções. Estarão expostas 120 obras, de 60 autores, de sete países da América Latina, em uma variedade de suportes: pinturas, desenhos, esculturas, objetos, instalações, fotografias e vídeos que tomarão todo o primeiro andar e o foyer do CCCBB-Rio, que recebe o site specific do artista cubano Alexandre Arrechea. A entrada é gratuita e a mostra permanece até 17 de setembro deste ano. “A exposição traz ao Brasil um recorte da abstração no nosso continente. Junto ao importante legado do concretismo e neoconcretismo brasileiros, são apresentadas as poéticas abstratas que prosperaram em outros países a partir dos anos de 1930”, explica Ania. Vários nomes têm reconhecimento internacional e muitos deles influenciaram e foram influenciados por latinoamericanos que encontraram em Paris ou Nova Iorque, pontos comuns de contato, intercâmbio e informação.

Essa rara oportunidade de conhecer, num único evento, tantos e tão instigantes autores e obras só foi possível porque Ella Fontanals-Cisneros construiu, a partir de 1970, uma coleção de arte abstrata geométrica e concreta, que já reúne mais de 2,6 mil obras, produzidas entre 1920 e 1982. Com a instalação, em 2002, da Fundação de Arte Cisneros-Fontanals (CIFO, The Cisneros Fontanals Art Foundation) criaram-se condições para apoiar artistas latino-americanos, tanto em suas produções, quanto na realização de exposições e promoção de arte e cultura.

A colecionadora, nascida em Cuba e criada na Venezuela, faz questão que o público tenha acesso ao que ela conseguiu reunir. “A coleção tem abrangência global, mas a arte geométrica latino-americana ocupa uma parte importante. Para mim, é fundamental que esse acervo esteja a disposição do público” comenta Ella Fontanals-Cisneros. A exposição “Construções Sensíveis” oferece ao público a oportunidade de apreciar o diálogo entre os artistas e grupos formados em países como Brasil, Argentina, Uruguai, Cuba, Venezuela, Colômbia e México, potencializado pela exposição.

Abaixo alguns dos autores com obras na exposição, para dar uma ideia da abrangência e da relevância do panorama que foi montado:

Argentina: Gyula Kosice, Enio Iommi, Gregorio Vardanega, Martha Boto e Julio Le Parc.
Brasil: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Mira Schendel, Geraldo de Barros e Thomas Farkaz.
Colômbia: Edgar Negret, Leo Matiz, Eduardo Ramírez Villamizar e Feliza Bursztyn.
Cuba: Sandu Darie, Dolores (Loló) Soldevilla, José Mijares, Roberto Diago, Carmen Herrera e Alexandre Arrechea (site specific).
México: Mathias Goeritz e Gunther Gerzso
Uruguai: Joaquín Torres García, Héctor Ragni, Antonio Llorens, Maria Freire e Marco Maggi.
Venezuela: Jesús Rafael Soto, Gego e Magdalena Fernández.

A exposição segue para o CCBB Belo Horizonte em 12 de outubro, onde ficará em exibição até 07 de janeiro 2019.

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