Coleção Fernando Bueno – Artistas de Brasília | Hill House

Com mais de três décadas dedicadas à aquisição de obras de artistas contemporâneos, do Brasil e do mundo, a exposição apresenta um recorte do acervo dedicado a artistas visuais que nasceram e/ou produzem e/ou vivem em Brasília. A exposição tem curadoria coletiva de Valéria Pena-Costa, Carlos Alberto Oliveira, Cinara Barbosa e do colecionador.

O empresário Fernando Bueno começou a colecionar no final dos anos 1980, início dos anos 1990. “Não lembro qual foi a primeira obra que comprei. Acho que foi uma árvore de madeira do José Bento (artista mineiro)”, tenta lembrar o colecionador. Frequentador assíduo de galerias, museus e feiras de arte, Fernando ressalta a importância do papel do colecionador com um fomentador da atuação dos artistas. Suas escolhas, ele faz a partir de leituras sobre arte contemporânea, livros de artistas, catálogos e conversas com professores amigos que lecionam no Departamento de Artes da Universidade de Brasília (UnB), curadores, galeristas, artistas que falam de artistas. “Mas a última palavra é do meu gosto. Se eu gosto eu levo”, sentencia.

Com trabalhos de mais de 110 artistas e 200 obras distribuídas em quatro ambientes da Hill House, a mostra da Coleção Fernando Bueno – Artistas de Brasília traz ao público a oportunidade de conhecer um dos acervos de arte contemporânea mais importantes da capital federal. “A escolha das obras que entrariam na mostra foi difícil, uma vez que o colecionador tem um número bem maior de obras de artistas de Brasília em seu acervo.

As obras que compõem a mostra foram distribuídas por linguagens e técnicas: pintura, fotografia, desenho, assamblage e objetos. Entre os artistas que estão expostos, há nomes como, André Santangelo, Antonio Obá, Cintia Falkenbach, Camila Soato, Derik Sorato, Elder Rocha, Paul Setúbal, Pedro Ivo Verçosa, Ralph Gehre, Tarciso Viriato, Valéria Pena-Costa e Virgílio Neto, entre outros.  “É um ato importante e generoso mostrar ao público uma coleção que na maior parte do tempo é vista apenas pelo proprietário, a família e os amigos. Trata-se um patrimônio cultural intangível que mostra a produção artística e cultural pujante de Brasília”, afirma Carlos Alberto Oliveira, da Hill House.

Segundo Valéria Pena-Costa, o colecionismo de arte é um incentivo ao artista, cuja venda e circulação de trabalhos fomenta a produção e estimula a criação. O foco no recorte regional da Coleção Fernando Bueno potencializa o seu valor simbólico, pois é um reconhecimento à produção de Brasília. “Fala também de afeto, fala de valorização e incentivo através mesmo de convívios. Pelo que percebo deste universo, de relações que se estabelecem a partir da arte, entre colecionador e artistas. Vínculos importantes se criam, trazendo boas consequências”, ressalta. “A coleção do Fernando não se forma como investimento que visa retorno financeiro, mas como investimento afetivo que prima pelo compartilhamento de valores humanos”, conclui.

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