Cinthia Marcelle | Galpão VB

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O Galpão VB abre duas novas exposições: Trilogia, de Cinthia Marcelle, com curadoria de Solange Farkas, e Quanto pesa uma nuvem?, de Giselle Beiguelman, com curadoria de Ana Pato. Duas artistas de diferentes gerações, com práticas, estratégias e pesquisas também distintas, ocupam os espaços do Galpão com trabalhos inéditos no país, em vídeo e instalação multimídia. Em comum entre elas, o reconhecimento no Brasil e no exterior por suas trajetórias e a invenção de imagens que, a partir do olhar do espectador, se transformam em fortes cenas poéticas.

Na mesma ocasião, como parte da programação do Galpão VB, acontece o lançamento do livro: Histórias das exposições / casos exemplares dos organizadores Fabio Cypriano e Mirtes Martins de Oliveira, que às 15h conversam com o público sobre o tema da publicação, ao lado de Pablo Lafuente, um dos colaboradores da publicação.

Cinthia Marcelle, Trilogia

Apresentada pela primeira vez no Brasil, Trilogia, de Cinthia Marcelle, é uma vídeo instalação composta pelos vídeos Fonte 193 (2007), 475 Volver (2009) e Cruzada (2010). O trabalho foi exibido antes apenas na mostra paralela da 54ª Bienal de Veneza (2011), dentro da exposição do Future Generation Art Prize (Kiev, 2010), em que a artista foi contemplada com o primeiro prêmio. No Galpão VB, a obra será exibida em grande formato, o que permite observar as sutilezas e ressonâncias entre os três trabalhos. Um carro de bombeiro, uma retroescavadeira e músicos de diferentes bandas, populares e eruditas, são captados do alto. Em terrenos vazios de terra vermelha, estes elementos realizam movimentações constantes e aparentemente sem sentido, explorando a representação do tempo e evidenciando como a linguagem pode ressaltar, ou dissolver, conflitos. Cruzada faz parte do Acervo Videobrasil, tendo sido selecionada para o 17º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil (2011).

Cinthia Marcelle é uma artista com trabalhos que têm a síntese e a concisão de linguagem como forte característica. Suas obras, próximas da performance, usam a repetição, a distância e a distorção de objetos comuns em delicadas operações artísticas, reorganizando elementos para criar novos significados. Em movimentações silenciosas, pouco verbais, suas obras sugerem imagens menos cerebrais, provocando uma relação mais emocional e sensorial com o público.

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