Christus Nóbrega | CCBB Brasília

A exposição multimídia “Dragão Floresta Abundante”, traz a produção de Christus Nóbrega, realizada durante o período em que o artista esteve participando de um programa de residências artísticas do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Central Academy of Fine Arts – CAFA, em Pequim, entre outubro e dezembro de 2015. Essa é a primeira experiência do gênero realizada com a participação de um artista brasileiro na China. Dragão Floresta Abundante permanece até o dia 21 de janeiro de 2018.

O título da exposição associa o nome do artista, em chinês, à ideia de uma narrativa de aventura na qual um personagem vive situações extraordinárias. Os logogramas que representam o seu nome são pronunciados como Lóng Pèi Sen. O primeiro logograma significa dragão, o segundo abundante e o terceiro floresta. Em uma tradução livre significa “aquele que faz coisas bem-aventuradas e grandiosas”.

Com curadoria da historiadora da arte Renata Azambuja – atuante em residências artísticas –, Dragão Floresta Abundante propõe uma rede de reflexões sobre diferentes tecnologias, desde as mais arcaicas – como o mapa e a pipa – até as mais modernas como o GPS de celular.

O conceito curatorial está vinculado ao tipo de experiência que surge quando o artista se encontra em estado de trânsito, condicionada, de alguma maneira, às circunstâncias postas pela residência e que são somadas ao background que ele carrega, estabelecendo ao final do processo, um universo visual pleno de camadas discursivas.

A exposição trata da poética artística resultante do encontro do artista com a China. Seu discurso é parte essencial para compor um panorama complexo e vibrante, sobre um país com 1.3 bilhões de habitantes e que é recheado de mitologias para o público ocidental, não só pelo idioma pouco acessível, mas também em razão da censura aplicada à mídia.

Dragão Floresta Abundante apresenta uma reflexão sobre a produção de arte contemporânea brasileira, sobre a arte chinesa e sobre residência artística e possibilita o acesso a facetas da cultura chinesa desconhecidas do grande público. Além disso, mostra um trabalho realizado durante uma residência artística, tipo de iniciativa ainda pouco difundida, tanto por quem atua no meio artístico quanto pelo público em geral.

As obras da mostra compõem oito séries que transitam entre as linguagens de fotografia, registros de performances e desenhos feitos com GPS, recorte laser, algoritmos. A ideia é que o público possa se aproximar da vivência do artista e da ainda desconhecida milenar cultura chinesa por meios diversos em que tradição e contemporaneidade são conjugadas fazendo uso de tecnologia.

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