Carmela Gross | Farol Santander Porto Alegre

Com obra inédita e um panorama de sua trajetória, Carmela Gross apresenta sua poética marcada pelo rigor e pela relação com o espaço urbano. Tecnologia de última geração, usada pela primeira vez em uma exposição no Brasil, amplia a experiência do público, democratiza o acesso e oferece muito mais informação.
A trajetória de Carmela tem uma relação indissociável com as cidades, seus espaços e os seres que as habitam – quem transita, quem constrói, quem apenas passa, quem sente o peso e quem se sobrepõe a ele. A mostra é composta por uma criação inédita para o vão principal do edifício, que dá título à mostra, e de uma visão geral do percurso da artista, com obras de diversas fases de sua criação.

O curador Paulo Miyada destaca a contraposição que Carmela Gross propõe entre o edifício do Farol Santander – “prédio que tem como trunfo justamente esse ambiente de dimensões agigantadas, coroado por vitrais zenitais em que se leem palavras como Troca, Progresso, Trabalho e Fortuna” – e o ambiente da obra artística, que, assim como as rodas-gigantes, sugere movimento, tensão e suspensão.

Em um emaranhado de diagonais, centenas de cordas conectam as balaustradas do prédio a distintos objetos posicionados no chão. “São objetos prosaicos que, por um motivo ou outro, costumam passar despercebidos em nosso cotidiano, ocupando apenas a periferia dos olhares, que raramente se dão conta deles”, destaca. “São pneus, pilhas de livros, baldes, vigas e outros tantos elementos que integram a infra-paisagem urbana. Agora, tensionados pelas cordas presas à arquitetura, esses objetos ganham a cena, fazendo as vezes de lastro do desenho que atravessa o espaço”, esclarece.

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