Candida Höfer | Pinacoteca do Estado de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta, a partir do dia 18 de fevereiro, três obras de grandes dimensões da artista alemã Candida Höfer no segundo andar do edifício da Luz. As fotografias representam dois diferentes espaços culturais do Brasil e um na França, que serão mostradas em diálogo com a coleção de arte do século XIX do museu.
A mostra integra o programa de exposições “Diálogos com o acervo”, que contempla a apresentação de obras de outras instituições e/ou artistas contemporâneos em diálogo com o acervo da Pinacoteca. Nesse programa, já foram mostradas as coleções do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora (MG), uma seleção de pinturas e fotografias do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, obras do artista belga Francis Alÿs, do português Vasco Araújo e do brasileiro Rodrigo Andrade. “Ao trazer para junto da coleção obras de outros períodos, ou de outros acervos, o museu desafia o visitante a construir novas interpretações. São novas possibilidades de olhar para aquilo que é familiar”, explica a curadora chefe Valeria Piccoli.
A mostra apresenta fotografias da série Räume (Spaces) dedicada à representação de espaços públicos como museus, galerias, bibliotecas e salas de concerto. Essas imagens discutem como a arquitetura constrói espaços solenes, que ao mesmo tempo dirigem e contém a ação do público. “Os espaços internos de edifícios históricos são registrados pela artista com um certo distanciamento. Vai ser um contraponto interessante para o visitante da Pinacoteca, que pode se dar conta de que, naquele momento, ele mesmo se encontra em um daqueles espaços, que tem uma história institucional relevante”, completa Piccoli.
Um dos nomes fundamentais da fotografia contemporânea, Candida Höfer estudou na prestigiosa Academia de Arte de Düsseldorf. Suas fotografias investigam principalmente a estrutura dos espaços públicos e como a arquitetura pode manipular a experiência humana. Por vezes, o que está em destaque em suas imagens é o excesso de ornamentação do lugar e o impacto que isso causa ao observador; por outras é o domínio da geometria e seu princípio ordenador, que muitas vezes passa despercebido para quem transita esses espaços. “As fotografias de Höfer nos convidam a refletir sobre as sensações que os espaços nos provocam e como somos influenciados por eles”.

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