Camila Rocha | Galeria Kogan Amaro

Após um período em trânsito na Amazônia, navegando rios e igarapés em um barco-casa, Camila Rocha deu corpo ao seu estudo sobre observações da natureza. O resultado pode ser visto na exposição Cerne, individual que a artista apresenta a partir de sábado, 14 de setembro, na Galeria Kogan Amaro.

Com curadoria de Ricardo Resende, a mostra recria uma floresta no ambiente expositivo, com elementos de diferentes matérias, curvas e tons de verde que remetem à fauna e à flora. São aquarelas, pinturas e esculturas em que Camila investiga o cerne do meio ambiente, aquilo que não pode ser visto a olho nu.

Ela convida o visitante a usar a imaginação e enxergar o que está por trás da água, das plantas e dos animais, componentes de uma cadeia única de sobrevivência, conectada e interdependente.

“A natureza é mesmo uma simbiose rizomática. Ora suspensa no vazio, ora nas paredes, ora pousada sobre a mesa… e, mesmo como pintura sobre tela, a natureza se esparrama pela galeria, tal qual vemos nas bordas da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica”, reflete o curador. “A Galeria Kogan Amaro torna-se uma instalação de horizonte sem fim”, completa.

O título da mostra, Cerne, surgiu de uma observação de Camila durante a viagem pelos rios amazônicos. Troncos submersos com cascas escamosas, molhadas, sem vida aparente, mas muito firmes, chamaram a atenção. O que resta ali intacto é denominado pela anatomia botânica de “âmago” e representa o núcleo, a verdade, a profundidade, o que há de mais íntegro nas coisas, o próprio cerne.

Camila Rocha também participa da coletiva Ambiental: arte e movimentos, exposição sobre questões socioambientais em cartaz até 3 de novembro no MuBE – Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, com curadoria de Cauê Alves e Márcia Hirota.

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