Bruno Vilela | Anita Schwartz Galeria de Arte

Anita Schwartz Galeria de Arte inaugura no próximo dia 10 de julho a exposição “Shiva”, com obras inéditas do artista Bruno Vilela. Nascido em 1977, em Recife, onde vive e trabalha, Bruno produziu as pinturas, desenhos e fotografias para a instalação que dá nome à exposição a partir de sua viagem à Índia no início do ano, onde percorreu onze cidades em 40 dias, visitou mais de 80 templos, além de “pequenos santuários e altares escondidos, e incontáveis rituais pelas ruas”, fazendo uma intensa imersão na religião e na cultura daquele país.

Conhecido por sua técnica refinada e o universo mitológico que cria em suas pinturas e desenhos, Bruno Vilela fez seu novo trabalho dedicado à trilogia sagrada da religião hindu: Shiva (destruição e transformação), Brahma (criação) e Vishnu (manutenção).  Em seus desenhos, com imagens impressionantemente detalhadas, o artista cobre o papel com uma camada de tinta, colocando por cima outras com diferentes tipos de carvão – vegetal, mineral –, e pastel seco, para então intervir na superfície com vários tipos de borrachas, criando formas e perspectivas. Em alguns desenhos aplica folhas de ouro e prata. A maioria dos desenhos apresentados foi criada a partir de fotografias feitas pelo próprio artista, na Índia. Como é característico de seu processo, ele registrou em um caderno suas impressões, colagens, desenhos e frotagens de baixos-relevos feitas com grafite em vários locais. As 28 folhas deste caderno estão condicionadas uma a uma em acrílico e colocadas perpendicularmente à parede de modo a serem vistas frente e verso pelo público, compondo a obra “Brahma”, em uma extensão de dez metros.

O motivo principal da viagem iniciada em fevereiro foi registrar o Maha Shivaratri, o grande festival anual de Shiva, o mais importante para os hindus, dia em que se acredita que o deus “toca a terra”. Das três cidades sagradas da Índia o artista escolheu Haridwar.

O foco da pesquisa do artista são os mitos, rituais, iconografia e “tudo o que se relacione às religiões ancestrais”. “No caso do hinduísmo, o primeiro contato foi através da prática Sudrashan Kriya, uma técnica de respiração que leva a mente ao estado meditativo e à expansão da consciência. Aprendi a técnica em um curso da instituição Arte de Viver, que tem sede na Índia”.

A montagem da exposição obedece ao critério da trindade divina Hindu.

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