Beth Moysés | MAB FAAP

A exposição de longa duração “Palavras Somam”, em cartaz no MAB FAAP, possui um Núcleo Especial no qual quatro artistas convidados se revezarão ao longo no ano. Após Walmor Corrêa e Lívia Aquino, que ocuparam o espaço no primeiro semestre, agora é a vez da artista Beth Moysés apresentar suas obras, que poderão ser apreciadas pelo público a partir de 8 de agosto.

Com curadoria de Laura Suzana Rodríguez, a exposição “Palavras Somam” joga luz sobre a presença e a potência da palavra nas artes visuais, reunindo obras do acervo do MAB FAAP e de artistas convidados que dialogam com essa temática.

Beth Moysés – que trabalha desde 1994 com o tema da violência de gênero e do amor romântico – reunirá na mostra um vídeo e fotografias que registram a performance que a artista realizou em Madrid, na Espanha, para a 14.ª edição do Festival Internacional de Performance “Abierto de acción” (Aberto de ação), na Feira de Arte Jaén.

Denominada Palavras Anônimas, a performance contou com a participação de um grupo de mulheres que andou pelas ruas vestidas de branco, com capuzes que cobriam o rosto. A ideia era que ocultassem suas identidades, reproduzindo o que muitas mulheres fazem quando sofrem humilhações, vexames, maus-tratos e violações. Mas, em um determinado momento, essas mulheres se libertam e mostram ao público seus braços com frases que retratam o desejo de mudança e superação.

Beth Moysés é uma importante artista com uma consolidada trajetória internacional. Suas obras são feministas e com fortes tons poéticos. É formada em Artes Plásticas pela FAAP, com mestrado em Artes pela Unicamp.

Lívia Aquino

Até 5 de agosto, o público que for ao MAB FAAP ainda poderá ver as obras de Lívia Aquino, pesquisadora do campo da cultura e das artes visuais, professora e artista. Na exposição, apresenta duas obras: “Gritemos” e “Sussurro”, produzidas em 2019, especialmente para a mostra.

“Gritemos”, expressão em 1.ª pessoa do plural do imperativo afirmativo, sugere uma possível ação coletiva diante das estatísticas de violência vividas atualmente pelas mulheres. “Sussurro”, como oposição, trabalha a partir do silenciamento de algumas mulheres como condição para que a violência seja naturalizada. Juntos no espaço, indicam certa distância ou proximidade do corpo por meio da palavra lida e ouvida.

Depois de Beth Moysés, a artista que ocupará o espaço, a partir de outubro, será Rosana Paulino.

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