AVAF | Casa Triângulo

A Casa Triângulo tem o prazer de apresentar, a partir de 22 de setembro, a exposição“aquele vestígio assim…feérico”,  do AVAF – assume vivid astro focus. A mostra reúne um grupo de 17 pinturas de grande formato (tinta acrílica sobre chapas duplex de papel Kraft ondulado).  Juntamente com esses trabalhos avaf exibe 6 tapeçarias “dançantes” (produzidos no Peru com lã de alpaca tingida). Essas “alfombras” estarão suspendidas no teto da galeria por braços robóticos giratórios que os fazem “dançar”. avaf mostrou tapetes “dançantes” pela primeira vez em 2017 na sua individual no museu MATE em Lima, Peru (https://vimeo.com/255743764).

Esses trabalhos apontam uma nova direção na carreira de quase 20 anos do AVAF. Eles sinalizam um foco mais preciso na utilização da cor não só como linguagem universal e elemento de unificação entre as pessoas (como AVAF tem usado desde o início da sua produção) mas também como um dispositivo de concentração e difusão de energia.

O imaginário presente nas obras dessa exposição provém da remixagem de um papel de parede específico do avaf chamado “rickminessences” (2008). Essa prática habitual do AVAF de canabalizar seu próprio trabalho resultou aqui na “descoberta” de novas paisagens antes invisíveis e transformadas então em pinturas e tapeçarias.

No processo de execução das pinturas, AVAF “descasca” camadas de papelão rígido para revelar texturas que constituem a estrutura deste suporte. Demãos “base” de tinta fluorescente são então aplicadas logo antes das camadas de tinta acrílica finais. Vestígios fluorescentes são visíveis através da textura ondulada das pinturas como se houvesse uma “luz” emanando por detrás das pinturas.

“aquele vestígio assim..feérico” é também resultado de uma fase mais “íntima”, mais individual do AVAF, centrada na prática de Eli Sudbrack, membro fundador. Em sua fase menos “coletiva” Sudbrack tem progresssivamente se dedicado mais à pintura – a primeira exposição de pinturas do avaf aconteceu em 2013, alisabel viril apagão fenomenalna própria Casa Triângulo.

Mas como uma das crenças centrais das atividades criativas do AVAF é a ideia de “consciente coletivo”, de que jamais estamos absolutamente sós na nossa criação, que estamos sempre de alguma forma influenciados por outros com que temos intimidade emocional ou profissional,  Sudbrack apresentará também uma segunda instalação com pinturas dos artistas Nadja Abt, Thiago Barbalho, Gilson Rodrigues e Ricardo Alves (que trabalham como assistentes de estúdio do avaf) e Camila Rocha (que foi sua aluna na FAAP no final dos anos 90).

Por fim, AVAF mostrará pela primeira vez o programa de video avalanches vulcões asteróides furacões – uma compilação de mais de 60 videos (por volta de 2hrs de duração) feitos entre 2003 e 2016 pelo próprio avaf com câmera de celular documentando exposições, aberturas, performances e também momentos mais íntimos e de inspiração.

Paralela à exposição na Galeria Casa Triângulo avaf estará montando uma mostra retrospectiva de seus efêmeros (máscaras, convites, posters, flyers, etc), colaborações com moda (Amapô, Comme des Garçons, Marc Jacobs, Melissa, etc), capas de disco (Ladytron, Honey Dijon, etc), tapetes, etc no espaço VIVA Projects de Cecília Tanure e Camilla Barella. Em colaboração com o Viva, avaf estará lançando um grupo de novas edições entre elas: mancebo, ladrilho hidráulico, boneco biruta, lambe, tattoos descartáveis, e máscara. A mostra no Viva Projects abre em conjunto com a exposição na Galeria Casa Triângulo no dia 22/09 (e permanece até o dia 22/12).

Na ocasião, o AVAF lançará um livro de artista através da Familia Editions (fundada pela diretora de arte, Maria Lago) – uma compilação de mais de 80 frases com as iniciais AVAF em diferentes línguas.

AVAF também é um dos quatro finalistas do Prêmio Pipa 2018, em cartaz no MAM RJ.

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