Artes Visuais do Festival Artes Vertentes

O Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes – chega à sua oitava edição. Neste período, o evento reunirá músicos, escritores, artistas visuais, diretores e atores, do Brasil e de outros países, ocupando as edificações históricas de Tiradentes com uma intensa programação cultural. A direção artística é do pianista e curador brasileiro Gustavo Carvalho. Em 2019, a programação abordará diversos aspectos da comunicação, através do mote curatorial ‘O último grito antes do silêncio eterno’. Esta frase faz uma alusão a última mensagem enviada em código morse pela marinha francesa.

Nas artes visuais, seis artistas terão suas obras expostas. São eles:

  • o americano MAC Adams, um dos fundadores do movimento Arte Narrativa (NarrativeArt), com a exposição “Mens Rea: a cartografia do mistério”, com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho e Anne-Céline Borey. Artista escolhido pela França para integrar a programação do Ano Rodin em 2017/2018, Adams desenvolveu um trabalho em duas ou três dimensões, que explora o potencial narrativo da fotografia na composição de cenas misteriosas. Sua obra mistura referências dos contos do País de Gales, onde nasceu, dos romances de Arthur Conan Doyle, do cinema de Alfred Hitchcock e do cinema noir. Assim como um contador de histórias, o artista utiliza fotos e objetos, procurando incitar o espectador a penetrar o espaço/tempo entre as obras. A exposição conta, ainda, com a participação de autores de diversas nacionalidades, convidados a escrever textos inspirados em algumas das obras escolhidas pela curadoria. Entre os autores, destacam-se a premiada escritora israelense Tal Nitzán e o poeta brasileiro radicado em Berlim Ricardo Domeneck.
  • Carybé, que em 1956 trabalhou no filme O Cangaceiro, de Lima Barreto. Nesta ocasião, fez 1.600 desenhos de cena: foi a primeira vez que um filme brasileiro teve cada cena desenhada. O Artes Vertentes exibe 20 litografias desta série, pertencente à coleção da Fundação Marcos Amaro.
  • Svetlana Filippova, que é ilustradora e animadora russa, e presenta uma série de desenhos realizados para o romance ‘Tchevengur’, do escritor russo Andrei Platonov que narra a criação de uma cidade alucinante, onde seres humanos belos e possessos concebem o paraíso.
  • O carioca Ricardo Siri, que está de volta ao Festival e apresenta suas duas obras-instalações: “Ninho e Pequenininho”. Ninho, instalação sonora composta para exposição, remete a sua gênese. Essa postura antropofágica e famintafaz de Siri um artista diferenciado, na medida em que não dissocia a arte da vida.
  • Arlindo Oliveira da Silva, artista integrante do Atelier Gaia, que usa suportes variados e técnica mista, juntando elementos como madeira, luzes, objetos plásticos coletados no território onde vive e trabalha e desenvolve obras e performances relacionados à sua memória como interno numa instituição manicomial, no pavilhão onde ele e Bispo do Rosário foram internados. Uma parceria com o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (Rio de Janeiro).
  • Mar de Paula, jovem artista mineiro, que foi escolhido pela curadoria do festival para uma residência artística realizada na Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro), onde também funciona o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea. As obras apresentadas no festival foram inspiradas nas falas poéticas de Stela do Patrocínio, que viveu como interna na Colônia Juliano Moreira; e na vivência do artista no local, durante três semanas de residência artística.

Desde a sua criação, em 2012, o Festival Artes Vertentes promove residências artísticas.

Locais:

MAC Adams e Carybé

SESI Centro Cultural Yves Alves: Rua Direita, 168 – Centro Tiradentes – MG

 

Svetlana Filippova

Quatro Cantos Espaço Cultural: Rua Direita Tiradentes – MG

 

Ricardo Siri, Arlindo Oliveira da Silva e Mar de Paula

Museu Padre Toledo: Rua Padre Toledo, 158 – Tiradentes – MG

Informações: www.artesvertentes.com

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