Antonia Dias Leite | Paço Imperial

A artista de 36 anos apresentará 10 fotografias e uma videoinstalação, interligadas, que exploram o movimento infinito da impermanência. “Esta série é uma pesquisa visual que fala sobre a relação entre o etéreo e o material. A construção narrativa do trabalho é inspirada em mecanismos de sonhos, onde imagens se conectam de forma fluída através da livre associação ”, explica.

Na primeira sala da exposição, a série fotográfica funciona como uma transição que conduz o espectador para um ambiente escuro, fechado por uma cortina de veludo, criando uma espécie de caverna, onde a videoinstalação o transporta à uma experiência imersiva, que conta com a trilha sonora ambiente criada também pela artista. “É neste conceito alquímico de transmutação permanente e circular, que Antonia Dias Leite faz emergir a potência questionadora e visceral de sua jornada visual em direção as profundas camadas do subconsciente humano, onde o real e o surreal se tocam, num constante processo de criação, destruição e renovação”, comenta o jornalista Fabiano Post no texto de apresentação sobre a mostra.

Antonia Dias Leite nasceu no Rio de Janeiro, mas foi durante os 10 anos em que viveu em Nova York que decidiu seguir a carreira de artista. Em 2009 finalizou o mestrado em fotografia e vídeo pela School of Visual Arts, tendo Vik Muniz como seu orientador de tese. De lá para cá, expôs em instituições internacionais como Bienal de Pequim, Stephan Stoyanov Gallery (NY), CCBB (Rio), Grimmuseum (Berlim), Galeria Leme (SP), Festival Arte in Sarpi (Milão), Festival Videoformes (Clermont-Ferrand). Em 2012 foi indicada ao Prêmio Pipa e em 2014 fez residência de três meses na Residency Unlimited (NY). A artista já teve sua obra publicada na Vogue Itália e recebeu resenha do jornal The New York Times, onde a crítica Roberta Smith chamou seu trabalho de “hipnotizante”.

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