André Magarão | FotoRio Resiste

Na mostra individual “Outros Mares”, integrante da programação oficial do FotoRio Resiste 2018, o fotógrafo André Magarão apresenta cinco fotografias que registram kitesurfistas em seus voos nas ondas através de uma técnica desenvolvida por ele. O que sobressai, além da beleza da composição, é a luz de estúdio que ele consegue reproduzir ao ar livre, com o uso de flashes que flutuam no mar.

“Este ensaio é resultado da exploração do uso da iluminação artificial nos esportes de ação. Decidi desafiar as possibilidades dos flashes de estúdio, ao invés de usá-los na margem da lagoa ou do mar, eu os coloquei para flutuar em boias de piscina, explorando outros ângulos”, conta Magarão, famoso nas redes sociais e um dos nomes de maior destaque na cena fotográfica de kitesurf.

O trabalho começa bem antes da sessão de fotos, na própria logística de acessar diversos lugares do mundo com equipamentos extremamente pesados. Também é preciso contar com o desapego ao usar este material de custo nada barato: quase todas as regras de conservação que ensina o manual de instruções são quebradas nesses ambientes.

“Hoje eu normalmente uso três flashes grandes. Já usei doze pequenos, uma solução talvez menos arriscada, mas que não trazia resultados tão bons. Perdi alguns desses flashes pequenos. Desde que comecei a usar flashes de estúdio não tive prejuízo. Por serem mais potentes, eles ficam mais distantes dos atletas e molham menos”, explica.

Magarão conta que nesse meio tempo também começou a trabalhar com alguns dos melhores atletas do mundo, o que, com certeza, ajuda a deixar as imagens mais vivas. “É preciso contar com a performance dos atletas para que executem as suas manobras em um lugar exato para que eu possa captar a posição correta. Todas são cuidadosamente pensadas junto à iluminação para valorizar o esforço do atleta e a questão plástica”, diz.

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