Amanda Mei | Funarte

O Ministério da Cultura e a Funarte tem o prazer de apresenta a exposição “Acordos, Desvios ou Diálogos” da artista paulistana Amanda Mei, contemplada com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015. Inédita, a exposição ocupa a Galeria Flávio de Carvalho com uma série de trabalhos que, de maneira poética, apresenta pontos, linhas e planos orbitando no espaço expositivo, a mais recente pesquisa de Amanda Mei. Com curadoria de Paula Borghi, a exposição faz um elogio a teoria do Big Bang, a geometria dos sólidos platônicos, ao alinhamento dos planetas e suas constelações. Uma pesquisa artística que aponta para cosmos e para a terra com um mesmo gesto, equilibrando a diversidade da natureza, das formas e de seus conjuntos. 

A mostra é composta por pinturas e esculturas que tratam do equilíbrio entre elementos de formação do universo, com composições tridimensionais construídas pelo homem ou apropriadas diretamente da natureza. São combinações que se reorganizam de acordo com o meio em que estas se encontram, tal qual uma estrutura molecular ou um planeta.

Fragmentos de madeira, papelão, pedras, tecido, papel e tinta se transformam em formas tridimensionais alongadas que se ligam, sobem pelas paredes e se estendem pela sala de exposição, parecem crescer como se uma arquitetura não-oficial se estabelecesse por um período de tempo determinado. 

As obras apresentadas em “Acordos, Desvios ou Diálogos” foram criadas a partir de matérias primas coletadas no entorno da Funarte São Paulo, material que faz parte do processo de sobrevivência, na tentativa de discutir ainda a dinâmica dos movimentos de transformação e do progresso no tecido urbano. 

Amanda Mei SP, 1980, iniciou sua pesquisa com fotografias, objetos e pinturas que misturam diferentes elementos e tipos de materiais como: madeira, papelão, pedra e concreto. Em sua produção, lida com questões próprias à linguagem escultórica e pictórica através de instalações e site-specifics que incorporam a arquitetura local. Investiga a relação contemporânea entre a natureza e o homem, os materiais de demolição e as circunstâncias que tensionam a relação entre uma arquitetura projetada e orgânica.  

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