Ai Weiwei | Simões de Assis e SIM Galeria

A SIMÕES DE ASSIS e a SIM | Curitiba apresentam a primeira individual de Ai Weiwei em galeria na América Latina. Os trabalhos reunidos representam parte do processo da grande produção do artista chinês presente na exposição Ai Weiwei – RAIZ, em cartaz no MON – Museu Oscar Niemeyer.

Um dos nomes mais importantes da cena mundial contemporânea traz para a galeria trabalhos que discutem temas seminais de sua obra – humanidade, tradição, liberdade e contemporaneidade. De sua referência em trabalhar a ideia do falso, sendo que na cultura chinesa a ideia do falso pode ser mais valiosa do que a de original, está a série de cadeiras (Fairytale Chair, 2007), e os vasos de porcelanas e bambu, além do capacete de operário em mármore (Marble Helmet, 2010). “Tudo que Weiwei faz é profundamente falso e profundamente verdadeiro”, comenta Marcello Dantas, curador da mostra no MON.

Quando o artista esteve no Brasil em contato com comunidades, artesãos e manifestações culturais, se propôs a pesquisar a cultura local e a produzir trabalhos voltados a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade brasileira. Entre essas obras que estão na SIM, destacam-se as séries de ex-votos, de cerâmica e as de couro de vaca.

Os artesãos de Juazeiro do Norte executaram ex-votos (Obras de Juazeiro do Norte, 2018) em madeira baseados na iconografia de Ai Weiwei, como figas, refugiados, redes socais, zoodíaco chinês, enquanto a série de cerâmica (FODA, 2018) representa os elementos Fruta-do-conde, Ostra, Dendê, Abacaxi. Por sua vez, as obras em couro de vaca (Marcas 3-12, 2018) trazem citações sobre poder e raça. No Nordeste, cada família de criadores de gados possui uma marca, baseando-se nisso, o artista criou um alfabeto. De sua experiência com raízes, ele traz para a mostra um exemplar da primeira série em ferro fundido (Iron Root, 2017)

 

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