Adriana Vignoli e José Roberto Bassul | Referência Galeria de Arte

De 19 de maio a 7 de julho, a Referência Galeria de Arte recebe duas mostras individuais de artistas visuais de Brasília, que tangenciam a arquitetura, o construtivismo, o neoconcretismo, o dadaísmo e o minimalismo em uma arqueologia dos sentidos. “Verter”, de Adriana Vignoli, instalada na Galeria Principal com curadoria de Cinara Barbosa, traz para o público trabalhos inéditos da artista em fotografia, desenho, pintura, instalação e escultura. Em “Rasurar arquiteturas”, o fotógrafo José Roberto Bassul apresenta uma nova série de imagens em preto e branco e em cor onde o deslocamento do objeto fotografado desencadeia novas indagações sobre a presença humana no espaço. A Referência Galeria de Arte fica na 202 Norte Bloco B Loja 11 – Subsolo – Asa Norte, Brasília-DF. Telefone (61) 3963-3501. Visitação, de segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado, das 10h às 15h.  A classificação indicativa é livre para todos os públicos. A entrada é gratuita.

As 15 obras que compõem a mostra “Verter”, de Adriana Vignoli, trazem ao público obras inéditas da artista nos mais variados suportes e meios, como: instalações, esculturas, desenhos, pintura e fotografia.  Segundo Adriana, o uso dos diferentes suportes permite à artista explorar as diferentes materialidades. A partir de então, vertem como um lance de dados, que parece abrir espaço ao acaso, mas sempre partem de um controle da situação.  O título da exposição já sugere tal apresentação: “Verter: Uma ideia que é derramada, mas que jamais abolirá o acaso, como apresenta Mallarmé e a poesia concreta. Assim também acontece com os grãos de uma ampulheta que são jogados e retornam. Vertem. Mas a probabilidade de os grãos daquela areia caírem na mesma posição em que caíram da primeira vez é ínfima, tende a zero”, explica.

Instaladas na Galeria Acervo, as 22 obras – um políptico e 21 imagens individuais, que podem ou não compor dípticos ou trípticos – de José Roberto Bassul transitam pelo construtivismo e alcançam o minimalismo, em uma arqueologia da essência. Arquiteto por ofício e fotógrafo por vocação, Bassul encontra referências no ideário construtivista – como a democratização da arte no ambiente construído -, mas também nos achados de Marcel Duchamp em relação ao deslocamento (neste caso, simbólico) e à ressignificação do objeto. Embora sejam fotografias de edifícios de Brasília, as imagens se afastam tanto dessa circunstância que poderiam ter surgido de qualquer arquitetura, nas cidades ou não.

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