Adriana Rocha | Rabieh Galeria

Nunca houve tanta necessidade pela substituição, como hoje. Os objetos, a arquitetura, as relações, estão continuamente flertando com a urgência pelo descarte, num movimento aparentemente infindável de construção e destruição.

Refletindo essa intensidade da alta velocidade com que tudo é descartado e substituído, a artista plástica Adriana Rocha abre a exposição STILL LIFE, na Rabieh Galeria, produzindo pinturas e objetos que tratam de memórias, silêncio e contemplação.

Como já dizia o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “os seres humanos estruturam as suas vidas na atualidade. Muito mais preocupante que a maneira como comprar coisas novas, na mentalidade atual, está a importância de poder descartar o mais rapidamente possível aquilo que consumimos, assim, abre-se espaço para essa incessante e insatisfatória busca por aquilo que é novo”. Exemplos da “Modernidade Líquida”, muito defendido por Bauman, são os rápidos cenários que se transmutam em cidades, cada vez mais sem memória, conforme Adriana relata, “uma arquitetura desfigurada pelo uso de estruturas padronizadas, ou efêmeras, as quais riscam da paisagem urbana a história, ao optarem pela reposição constante de seus elementos”.

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