5 + 5 | Anita Schwartz Galeria de Arte

Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta a partir de 04 de abril, a exposição “5 + 5”, que dá início às comemorações de dez anos de seu espaço na Gávea. Cinco artistas da galeria – Arthur Chaves, Estela Sokol, Luiza Baldan, Nuno Ramos e Rochelle Costi – convidaram outros cinco, somando dez nomes da arte contemporânea. Arthur Chaves chamou Cadu; Estela Sokol, Marcelo Cipis; Luiza Baldan, Lenora de Barros; Nuno Ramos, Eduardo Climachauska; e Rochelle Costi, Fernando Limberger.  As obras estarão no grande espaço térreo. No segundo andar, estarão obras de dois artistas históricos: Wanda Pimentel (Rio de Janeiro, 1943) e Abraham Palatnik (Natal, 1928), emblemáticos na história da galeria.

Arthur Chaves (1986, Rio de Janeiro) mostrará uma obra deste ano, em técnica mista, com aglomerado de tecidos. De Cadu (1977, São Paulo) estarão dois desenhos de 2017, em óleo e grafite sobre papel. Arthur fala sobre Cadu: “O trabalho de Cadu é fruto do comprometimento impressionante em propor mecanismos que permitem o desvelamento de detalhes da natureza em si”.

Estela Sokol (1979, São Paulo) terá duas obras na exposição: uma em madeira, e a outra em granito e parafina pigmentada, ambas deste ano. Marcelo Cipis (1959, São Paulo) mostrará três pinturas de períodos variados, em acrílica e óleo sobre tela, e óleo sobre madeira. Estela Sokol fala sobre Marcelo Cipis: “ele transita entre o representado e o não representado, entre o onírico e uma realidade criada, com a liberdade que lhe é peculiar”.

Luiza Baldan (1980, Rio de Janeiro) participa com duas fotografias deste ano, enquanto Lenora de Barros (1953, São Paulo) mostra quatro trabalhos da série “Ping-Poems to Boris” (2000), em que homenageia o escritor russo radicado em São Paulo Boris Schneidermann, morto em 2016, aos 99 anos. Luiza Baldan fala sobre Lenora de Barros: “acompanho o trabalho da Lenora há muitos tempos, por quem tenho profunda admiração, e que considero uma das maiores artistas brasileiras, e é uma honra poder trabalhar com ela, lado a lado, em uma exposição. Será a primeira vez em que isso acontece, e acho que será muito legal”. As duas farão em abril uma performance juntas, em data a ser confirmada.

Dois trabalhos de Nuno Ramos (1960, São Paulo) estarão na exposição: “Algo mais espantoso ainda/ Na noite seguinte eu vou matá-la” (2006), uma escultura em mármore, cobre, vidro soprado, vaselina e vaselina líquida, e o desenho “Rocha de Gritos 28” (2017), em vários materiais sobre papel. Eduardo Climachauska (1958, São Paulo) mostra um conjunto de quatro caixas compostas por chumbo e mármore. Nuno Ramos é amigo e parceiro de longa data de Eduardo Climachauska (1958, São Paulo), e já compuseram juntos dez músicas e realizaram três filmes: “Iluminai os terreiros” (2007), “Casco” (2004) e “Para Nelson – Luz Negra” e “Duas Horas” (2002), os dois primeiros com o cineasta Gustavo Moura. Nuno Ramos fala sobre Climachauska: “Gosto de uma mistura perfeita de imaginação e rigor formal. Além do que, acho que o trabalho do Clima é um desses tesouros da arte brasileira, subdimensionado, ainda a ser descoberto. Quem achar, verá”.

Rochelle Costi (1961, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul), artista radicada em São Paulo, vai mostrar duas fotografias em grande formato feitas em 2013, “Dentro” e “Fora”. Fernando Limberger (1962, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul), também radicado em São Paulo, apresenta a obra “Abraçadinhos”, um conjunto com três cabaças pintadas em tinta acrílica. Rochelle fala sobre o artista: “Limberger lida com a natureza das coisas. Ao nos colocar diante do brotar de uma semente ou pondo cores onde não costumamos vê-las, nos mostra a força da natureza. Através de estratégias simples, mas extremamente cuidadosas, faz nos darmos conta de que há leis sutis, porém poderosas, regendo silenciosamente o que há de vivo ao nosso redor”.

No segundo andar, estarão obras de Wanda Pimentel (1943) e Abraham Palatnik (1918).

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