12ª Exposição de Verão na Silvia Cintra + Box 4

A proposta deste ano da Exposição de Verão – mostra coletiva de jovens talentos realizada todo ano pela galeria Silvia Cintra + Box 4 – é fugir de temas pré-estabelecidos e conferir aos próprios artistas o papel de curadores, que vão editar e decidir como os trabalhos serão mostrados.

Para dar início a essa ação, a galeria convidou os três novos nomes do seu elenco, Mayana Redin, Renata Har e Omar Salomão, e pediu que cada um deles convidasse um artista para dialogar – de preferência alguém da mesma geração e que estivesse disposto a pensar na exposição como um todo e a participar desse processo coletivo de montagem e concepção. Luiza Crosman, Marina Simão e Gabriela Mureb completam o time deste ano.

Omar e sua convidada Luiza Crosman vão mostrar cadernos e livros, explorados por cada um de forma diferente. Segundo Omar “meus cadernos me acompanham, são ideias, versos, desenhos, papéis, vestígios, pistas para o que não encontro. Acumulam poeira e ganham corpo. Já na obra da Luiza, os cadernos são objetos em si, estruturas autônomas, como um jogo. Acho esse controle apolíneo das coordenadas absolutamente fascinante. Meus registros são mais erráticos. Contrapontos de um diálogo.”

Já Renata Har começou a seleção dos seus trabalhos a partir do diálogo com Marina Simão, sua convidada. Em conjunto, tomaram a cor vermelha como ponto de partida. Renata irá mostrar alguns desenhos feitos especialmente para a mostra e também a videoinstalação “Close to the fireworks”, feita a partir da mistura de folhas de papel pintadas com óleo sobrepostas à luz gerada pelo monitor e pelos fogos de artifício. Essa mistura de materiais também é ponto central da série de 4 pinturas que Marina vai mostrar. Papel oriental, poliéster transparente, tinta e pigmentos, são a matéria prima usados por ela para criar diversas camadas que aos poucos vão revelando imagens comuns da natureza, como o voo dos pássaros e a organização natural das florestas.

Mayana Redin e sua convidada Gabriela Mureb não propõem nenhuma relação direta entre suas obras, embora ambas tenham optado por trabalhos de escultura. A instalação sem título de Mayana é uma estampagem com argila de objetos urbanos, principalmente bueiros, grades, placas e símbolos de carro. É uma reprodução fragmentada de objetos da rua, algo como uma arqueologia do genérico e do funcionamento da cidade. As peças ficam alinhadas de frente para um espelho, que inverte as marcas dos objetos (que estão no negativo) e ao mesmo tempo deixa mostrar a marca dos dedos, da pegada, que parecem uns meteoritos.

Já Gabriela apresenta três objetos feitos com motores que nada acionam. Um deles bate incessantemente numa pedra sem provocar nenhum dano, o outro apenas gira uma correia que não está ligada a nada e outro apenas reproduz um ruído que ecoa por todo o espaço da galeria.

A 12º edição da Exposição de Verão inaugura no dia 28 de janeiro, quarta-feira, às 19h e fica em cartaz até o dia 28 de fevereiro.

 

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