“Entre o Brilho da Pele e o Esforço do Amor” de Sandra Lapage e Carlos Pileggi

As obras da exposição “Entre o Brilho da Pele e o Esforço do Amor” foram desenvolvidas em
residência artística na NARS Foundation em Nova Iorque durante o segundo semestre de 2014.

SANDRA LAPAGE

Sandra Lapage trabalha a xilogravura como espaço escultórico, com a supressão de fronteiras em diferentes níveis: entre práticas artísticas, espaço bidimensional e escultórico, destruição e construção, interno e externo, identidades culturais e idiomas coexistentes, presente e passado.
“O significado fundamental do meu trabalho é a impossibilidade de definir, contemporaneamente, limites, seja em termos de linguagem ou prática artística, seja em termos de nacionalidade ou identidade, especialmente relevante para aqueles que migram por motivos familiares, de trabalho, religiosos, étnicos ou políticos.

Minha prática lida com a construção de figuras heteróclitas, resíduos de diversas experiências pessoais, representadas de um lado pela apropriação — que eu não trato como prática conceitual, mas como um salvo conduto para trabalhar entre os diversos meios em que sou uma estrangeira — e, de outro, por uma coexistência sincrética de diversas linhas de pensamento e de práticas com as quais construo minha identidade e cultura. Eu trabalho com a supressão de fronteiras em níveis diferentes: entre práticas artísticas, espaço bidimensional e escultórico, destruição e construção, interno e externo, identidades culturais e idiomas coexistentes, presente e passado.

A eliminação de limites entre processos expressa uma cultura plural. Em meu trabalho eu justaponho velho e novo mundos. Eu manipulo violentamente imagens da arte européia da Idade Média ao século XIX, reduzindo-os a elementos construtivos que são evocativos da estética brasileira da auto-construção e improvisação; estes elementos são tumultuosamente arranjados em instalações, e a precariedade estrutural e a fragilidade do papel são elementos evidentes para o observador. O processo de destruição e o restauro de materiais se traduz em potencialidade. Destruição se torna construção. Meu trabalho elude uma narrativa tradicional, com começo e fim. Trabalhando com rastros, entrelaço racional e irracional. Para o observador, a imagem em fragmentos busca oferecer uma experiência pessoal e aberta do trabalho.”

texto da artista
www.sandralapage.com

CARLOS PILEGGI
Para Carlos Pileggi a gravura tradicional se expande em diferentes mídias: fotocópias, mídia e impressão digital e diferentes meios: o “zine”, a instalação e o livro de artista. “Carlos Pileggi propõe a gravura no campo expandido das novas tecnologias — fotocópias, impressão digital e mídia digital, em coexistência com as tradicionais — gravura em metal, linoleogravura e gravura em madeira, além da incorporação de meios únicos (desenho e pintura) em seus múltiplos. Tendo a estética da “zine gráfica” como espinha dorsal para sua pesquisa poética, Carlos propõe a amplificação do formato tradicional de codex, ou livro de artista, para amplas instalações interativas que submergem e englobam o visitante.”

cargocollective.com/pulga

 
Abertura: 07 de fevereiro, sábado, 11/14hs
Período expositivo: 07 de fevereiro a 07 de março de 2015
(a galeria estará fechada nos dias 14, 15, 16 e 17 de fevereiro)
Endereço: Rua Doutor Franco da Rocha, 61, Perdizes – São Paulo
Horário de funcionamento: segunda à sexta- 10/18h e sábado -11/13h
contato@gravurabrasileira.com
www.gravurabrasileira.com
Entrada gratuita/ Livre

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