Hubert Fichte | Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

A abertura da exposição “Implosão: Trans(relacion)ando Hubert Fichte” reuniu artistas, curadores e escritores no Centro do Rio de Janeiro.  Além de um debate que lotou o auditório do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, a tarde contou com performance de Negro Leo e convidados, Coletivo Bonobando e exibição da obra “Neyrótika”, de Hélio Oiticica. Inaugurada no dia 25 de novembro, o projeto debruça-se sobre obra de um dos maiores autores cults alemães, poeta maldito e cronista do submundo alemão, Hubert Fichte (1935-86). A mostra reúne trabalhos de artistas contemporâneos, principalmente brasileiros, convidados a incursionar no universo de Fichte: Ayrson Heráclito (BA), Coletivo Bonobando (RJ), Letícia Barreto (SP), Michelle Mattiuzzi (SP/BA), Negro Leo (MA), Pan African Space Station (África do Sul) e Rodrigo Bueno (SP). Há também instalações e obras de arquivo que se alinham com o próprio olhar de Fichte em seu contexto histórico, assinadas por Hélio Oiticica, Leonore Mau e Alair Gomes.

A iniciativa faz parte de um grande projeto internacional, concebido por Anselm Franke e Diedrich Diederichsen, lançado na Alemanha pela Haus der Kulturen der Welt (HKW) em parceria com o Goethe-Institut. O objetivo é levar o legado de Fichte às cidades que ele visitou e sobre as quais escrevia: Lisboa, Salvador, Rio de Janeiro, Dakar, Nova Iorque, Santiago do Chile, entre outras. A exposição propõe um questionamento sobre os olhares, posições, preconceitos e lugares de fala do poeta libertário alemão, judeu, homossexual, que procurou no Brasil novas alianças minoritárias, tanto nos terreiros quanto nos banheiros públicos. A mostra, com curadoria do filósofo Max Jorge Hinderer Cruz e do artista Amilcar Packer, fica em cartaz no Rio até 13 de janeiro de 2018.

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