chikaoka - painel feito de mosaico de fotos, instalado em 2004 no memorial dos Povos de Belém

Prêmio Brasil Fotografia divulga o nome dos vencedores

Com patrocínio da Porto Seguro, o já tradicional Prêmio Brasil de Fotografia anunciou na 5a feira dia 2 de agosto os vencedores.

Na edição 2012  foram selecionados e premiados oito fotógrafos que com seus trabalhos formam uma pequena,  mas representativa, mostra da produção fotográfica contemporânea brasileira. A Comissão de Premiação  foi composta por: Cildo Oliveira, artista visual; Eder Chiodetto, curador e pesquisador; Fabiana Bruno, fotógrafa; Geórgia Quintas, professora; Simonetta Persichetti critica e  professora. Os prêmios variam entre R$ 10.000 e R$ 40.000 reais*.

Segue a lista dos premiados:

 Miguel Chikaoka: Prêmio Brasil Fotografia Especial

Fábio Messias: Prêmio Brasil Fotografia

Carlos Dadoorian: Prêmio Brasil Fotografia Pesquisas Contemporâneas

Letícia Ramos: Prêmio Brasil Fotografia Pesquisas Contemporâneas

Natalie Laufer Salazar: Prêmio Brasil Fotografia Revelação

Menções: Daisuke Ito, Feco Hamburger e Paulo Pereira

Os trabalhos selecionados fazem parte da exposição que estará em cartaz até dia no ESPAÇO CULTURAL PORTO SEGURO - Av. Rio Branco, 1.489, São Paulo.

No dia 2 de agosto acontece um evento, para convidados, de entrega dos prêmios e abertura da exposição dos trabalhos,  a partir das 20h, no Espaço Cultural.  Exposição abre para o público no dia 3 de agosto.

O processo é o produto

A arte, hoje, localiza seu caráter e seus atributos nas interações, nos resultados do desenvolvimento do processo criativo e no legado deste processo, e não somente no objeto-produto finalizado.

É possível perceber que ocorre uma profunda união e conexões dependentes entre a arte e outros elementos, como a sociedade, a tecnologia, a educação, a filosofia, o re-uso e a renovação, unidos por uma participação coletiva e colaborativa.

A criação se desenvolve  em um processo concomitante de investigações, caminhando pela definição, produção, formação e documentação.

O artista sai de sua área de conforto para compor sua obra tendo em vista a apropriação dos planejamentos e metodologias concernentes a outros meios não originalmente artísticos.

A hibridação de técnicas e práticas como componente inerente à ação criadora vem se disseminando como umas das fortes características das linguagens contemporâneas.

Antigas nomenclaturas, como pintura, escultura, fotografia já não são suficientes para definir as novas propostas estéticas. Mas estas técnicas continuam sendo utilizadas como meio para transmitir projetos e trabalhos.

Edição 2012

Miguel Chikaoka- Prêmio Brasil Fotografia Especial

 

Nesta edição, o Prêmio Brasil Fotografia selecionou e premiou oito fotógrafos. Com suas trajetórias individuais, eles apresentam seus ensaios e propostas formando uma pequena, mas representativa, mostra da produção fotográfica contemporânea brasileira.

A Comissão de Premiação, formada por Cildo Oliveira, artista visual; Eder Chiodetto, curador e pesquisador; Fabiana Bruno, fotógrafa;  Geórgia Quintas, professora; Simonetta Persichetti critica e  professora, indicou o fotógrafo e educador de Belém do Pará Miguel Chikaoka para o Prêmio Brasil Fotografia Especial, considerando sua formação e seu trabalho experimental, e de cunho social, junto à comunidade. Além de ser idealizador e agregador do núcleo Fotoativa, o profissional é responsável pela formação de vários fotógrafos paraenses.

Resgatando técnicas arcaicas e reconstruindo de forma manufaturada novas e pessoais plataformas para o desenvolvimento de suas ideias, Letícia Ramos, Prêmio Brasil Fotografia Pesquisas Contemporâneas, situa sua obra no limite entre as artes visuais, o cinema e a arquitetura.

Na investigação da paisagem e de suas formas de representação, ela amplia suas pesquisas sobre inventos, inventores, projetos ópticos, desenhos de observação, mapas imaginários, diários científicos e as tecnologias de registro do movimento. Sua poética está impregnada de questões proeminentes sobre seu estado ontológico, nas quais o tempo, em sua mobilidade, multiplicidade e simultaneidade, é parte da formação da imagem.

Signos e anamnese

Trabalhando através de memórias atávicas, Natalie Laufer Salazar, Prêmio Brasil Fotografia Revelação, busca resgatar a trajetória de sua família por meio do número tatuado no braço de sua avó no campo de concentração.

A marca, transformada em signo ao ser aplicada nos ambientes e mobílias da casa da avó, mantém vivos os horrores do holocausto, ocupando estes referenciais de infância e tatuando os espaços das memórias futuras.

Fábio Messias, Prêmio Brasil Fotografia Ensaios, busca, através de um sobrevoo nos cômodos da casa da avó, sua presença em locais de referência. A narrativa do artista mostra sua dor aparente e a angustiante situação de sua consciência, desconectando-se e se desconstruindo inexoravelmente,

Em sua instalação Parabéns, São Paulo e OratórioCarlos Dadoorian, Prêmio Brasil Pesquisas Contemporâneas, apropria-se de imagens do noticiário de televisão sobre as agressões à comunidade gay ocorridas na Avenida Paulista, reeditando-as e trazendo um significado de homenagem e indignação em contraponto com as imagens do vídeo Oratório, referenciais às prisões dos homossexuais judeus e ao holocausto armênio.

O corpo e o espaço

 Feco Hamburger, Menção, desenvolve seus trabalhos em vários níveis de percepção e intersecção, exigindo permanente atenção visual, mental e física para decodificação dos seus significados. A representação imagética, a luz, o tempo, o movimento percorrem a gênese criativa no sentido de uma descoberta sensorial na exploração da obra

 Paulo Pereira, Menção, com seu ensaio Corpo de Passagem, explora o corpo consciente na entrega das experiências do imaterial. Mas em momento algum a questão é mostrada de forma explícita, e sim por meio de indícios estrategicamente construídos no desenvolvimento de sua narrativa.

O espaço mítico dos sonhos de heroísmo e superação está no ensaio Losolmo Gym, deDaisuke Ito, Menção. Ele surge através do olhar sobre a desordem e o caos, e é reconstruído a partir da memória e dos sonhos dos garotos pobres de serem lutadores de boxe em uma academia decadente de Havana.

Cildo Oliveira

Curador Geral do Prêmio Brasil Fotografia

Serviço

Prêmio Brasil Fotografia 2012 - Exposição aberta ao público

De 3 de agosto a 30 de setembro de 2012 - de terça a domingo, das 10h às 17h (Acessibilidade a portadores de necessidades especiais)

Espaço Cultural Porto Seguro - Avenida Rio Branco, 1489 – Campos Elíseos

www.portoseguro.com.br/fotografia

 

Visitas mediadas à exposição

Agendamento 11.33375880 – agendamento@premiobrasilfotografia.com.br

Sobre os premiados

m i g u e l c h i k a o k a

Nascido em 1950, em Registro (SP), Miguel Chikaoka se formou em Engenharia na Unicamp, depois morou um período na França, e finalmente se instalou, no início dos anos 1980, em Belém (PA). A essa altura, o engenheiro já havia sido substituído por um fotojornalista idealista e combatente.

Em 1984, Chikaoka fundou a Associação Fotoativa, revelando então seu perfil de exímio educador. Nesses 28 anos de atividade, a Fotoativa se tornou referência nacional no aprendizado e na difusão da fotografia como prática de uma linguagem sensível.

Ao incorporar em seus projetos didáticos processos artesanais de construção de imagens, Chikaoka estimula sensorialmente seus alunos e incorpora o lúdico como estratégia para “desautomatizar” o olhar e a percepção.

A observação do entorno como forma de desenvolver tanto o ser político quanto o ser poético. A fotografia como forma de ativar a consciência do seu tempo e a autoestima. Eis aí o papel revolucionário que um educador pode exercer.

Há tempos Chikaoka incorporou em sua produção autoral como fotógrafo a mediação entre o mundo, as pessoas e a representação. Num trabalho que ele opta por chamar de “relacional”, obras como Urublues, aqui exposta, são a resultante de um processo que começa com o estímulo que ele causa num grupo de fotógrafos emergentes e termina numa obra que incorpora diversos pontos de vista, as falhas, os acertos, as incertezas do caminho e a poética do encontro de olhares, tão díspares quanto ávidos pela criação de sentidos.

A obra Loading… tensiona de forma perspicaz as estratégias artesanais e sensoriais que Chikaoka  evoca em suas ações, criando ainda uma ironia com a palavra que passou a integrar nosso cotidiano cada vez que baixamos programas na Internet. “Loading… é a palavra que define muito bem a minha ação dentro das estratégias didáticas que crio”, comenta Chikaoka.

A fotoescultura Hagakure e as quatro fotografias de nuvens e árvores presentes nessa mostra, que homenageia a trajetória de Chikaoka, pontuam tanto sua conexão com a cultura oriental quanto a influência da região amazônica em seu trabalho. Hagakure é uma espécie de “harakiri para fotógrafos” onde imagens dos olhos do próprio artista são perfuradas por espinhos da palmeira Tucumã. Nas palavras do artista e curador Orlando Maneschy, “o ato de atravessar a película, furar a ‘menina dos olhos’, de dentro para fora, pode remeter ao ritual do harakiri, que além de ser um ato de recuperação de honra é, ainda, um ato de lealdade para com seu senhor; mas, aqui, o ato pode ser encarado como uma entrega total à experiência de enxergar, como se, ao atravessar os olhos da imagem com o espinho, Chikaoka libertasse seu olhar para ver além”.

Eder Chiodetto 

 

f á b i o m e s s i a s

Essa luz sobre o jardim

 Minha avó faleceu no dia 30 de setembro de 2011, com 85 anos.

Viveu os últimos 8 anos acometida pelo mal de Alzheimer. Dificilmente consegui enfrentar a sua dor aparente e sua angustiante situação para fotografá-la.

Em determinado momento passei a imaginar que sua consciência, desconectando-se e se desconstruindo à minha frente, podia vagar livremente pela casa, sobrevoando seus cômodos preferidos, fazendo-se presente nas situações das quais permanecia alheia fisicamente, viajando através de lapsos de tempo, atrás de memórias e fotografias apaziguadoras e vendo o menino Miguel, seu primeiro bisneto, brincando pela casa.

l e t í c i a r a m o s

Polar

Os meus trabalhos artísticos se localizam no tênue limite entre arte, cinema e arquitetura. Baseiam-se nas pesquisas sobre a representação da paisagem, a formação da imagem e as tecnologias de registro do movimento. Há sempre uma questão principal que me coloco: como parar o tempo? Como ter múltiplas vistas do mesmo instante? Como representar este espaço fragmentado e simultâneo?

Ao investigar a paisagem e suas formas de representação fotográfica, deparo-me com inventos, inventores, projetos ópticos, desenhos de observação, mapas imaginários e diários científicos.

É neste contexto que localizo esta pesquisa artística e fotográfica.

O ensaio Polar, primeiro da série Atlas Extraordinário, é inspirado pela Escala de Beauforte suas peculiares descrições visuais do efeito dos ventos sobre a terra e o mar. Para desenvolvê-lo, construí uma câmera própria para a realização de filmes. O equipamento foi baseado na pesquisa imagética dos primeiros submarinos de madeira, nas primeiras explorações polares e na tecnologia Polaroid. A partir de três câmeras polaróides lupa 6 utilizadas para retratos instantâneos 3×4, construí a câmera dos ventos com o objetivo de registrar a paisagem ártica. Esta pesquisa, que envolveu técnica fotográfica, ciência e literatura, deu origem à publicação de um livro pré-viagem. Em tom ficcional, ele documenta a história de um explorador e seu invento. Em outubro de 2011, parti finalmente para a viagem “real” a bordo de um veleiro em direção ao Pólo Norte.

No Ártico, cada tomada feita com a câmera construída por mim foi realizada diversas vezes frente a uma mesma paisagem polar. Como a câmera possui seis lentes, cada papel fotográfico é composto por seis imagens aparentemente iguais. Tendo como base a técnica do Stop Motion, as fotografias foram digitalizadas, os seus seis quadros recortados um a um, numerados e colocados em sequência, sem alinhar o centro visual da imagem. O resultado são cenas em movimento geradas pelos diferentes pontos de vista (diferença de paralaxe) em relação à paisagem e não pela passagem do tempo.

As dificuldades climáticas da região, assim como o tipo de câmera utilizado na expedição artística, aproximam as fotografias da “pintura de paisagem”. O químico congelado pelos -16º de extremas temperaturas elevou o tempo de revelação, antes instantânea, suprimindo detalhes, produzindo distorções cromáticas e formais na paisagem fotográfica.

Estes “falsos” movimento e cor da paisagem imprimem outro tempo técnico e estético para a imagem, reforçando seu caráter ficcional.

c a r l o s  d a d o o r i a n

Parabéns, São Paulo/Oratório

Parabéns, São Paulo

Ali, embaixo do mesmo céu, três milhões de pessoas se orgulham de ter a maior Parada Gay do mundo. Ali, alguns levam porrada por serem o que outros não aceitam que sejam. Intolerância. Ali, não se pode beijar, abraçar ou andar de mãos dadas. Intolerância. Ali existe a guerra diária de não sabermos se passaremos ilesos a algum ataque. Ali, naquele barulho do vai e vem de milhões, existe o silêncio da impunidade, da tolerância, da intolerância… Ali, onde todas as nacionalidades se cruzam existe intolerância. Intoleranz. E impunidade.

Não se pode esquecer os rótulos que já mataram tantos, feriram muitos e ainda estão por aí, na espreita, esperando uma vítima qualquer. A história se repete. E a impunidade também.

O “Parabéns “ foi para São Paulo, onde uma inesperada e crescente intolerância por parte de determinados grupos sociais com as pessoas da comunidade gay da cidade vem acontecendo. Mas poderia ser para qualquer lugar em que práticas de intolerância são manifestadas todos os dias. Seja a intolerância religiosa, cultural ou mesmo a intolerância à orientação sexual.

A instalação é feita com a técnica de lambe-lambe. A obra é composta por 47 imagens captadas de vídeos oriundos da internet sobre ataques a homossexuais ocorridos na cidade de São Paulo. Copiadas centenas de vezes e impressas em papel sulfite, essas imagens são expostas num espaço fechado com uma cortina preta e iluminado por uma lâmpada fluorescente, que fica no meio da sala. A lâmpada faz referência ao ataque em que foi usada como arma e tem por objetivo projetar as sombras dos visitantes nas paredes. As imagens cobrem todos os espaços: paredes, teto e chão, por isso as pessoas entram no ambiente descalças. A edição/reordenação das imagens expostas, mais que uma simples apropriação, representa uma manifestação de solidariedade às vítimas, além de parceria com os autores dos vídeos.

Oratório

A obra lembra a “classificação” dada pelos nazistas às pessoas que iam para os campos de concentração. Os judeus eram identificados por uma estrela de David amarela; os homossexuais, por um triângulo rosa cravado no peito de seus uniformes. As consequências dentro dos próprios campos são fatos conhecidos de todos: Intolerância.

O Genocídio Armênio, ainda não reconhecido pela história, é sublinhado no vídeo pela música Lillaby (Canção de Ninar), composta por Khachatour Avétissian em homenagem aos mortos neste conflito.

O vídeo foi produzido em 2011, tem 3’42’’ e é realizado com fotografias e trechos de filmes apropriados da Internet. A obra faz menção às agressões a gays, aos homossexuais presos em campos de concentração e ao genocídio armênio.

n a t a l i e  l a u f e r  s a l a z a r

Série

50950 é o número de série que minha avó materna tem marcado no braço esquerdo. Como judia polonesa, foi presa com toda a sua família no campo de concentração e extermínio de Auschwitz.                                                                                                                       

Única sobrevivente do núcleo da família Saper, após ser solta de Auschwitz, reencontrou um jovem da mesma cidade, nos campos de refugiados da Alemanha.  Na Alemanha, nasceu a primeira filha deles, minha mãe. Os três vieram para o Brasil. Aqui, eles construíram uma vida, uma família.                                                                                                                               O número 50950 não está somente vivo na minha memória de infância ou nas histórias e fatos que pesquiso e leio atualmente! Ele está no nosso sangue, no DNA de dois filhos, quatro netos e seis bisnetos.                                                                                            

Essa marca é mantida, repassada, lembrada. Como uma tatuagem invisível, mas perceptível, permeia as escolhas e os caminhos da nossa família!                                   Talvez em cinco anos, não haja mais sobreviventes do Holocausto, mas o número 50950 continuará vivo, pulsando, inesquecível, ocupando todos os espaços, para sempre!

d a i s u k e  i t o

Losolmo Gym

Losolmo Gym está localizada na segunda maior cidade de Cuba, Santiago de Cuba. Os meninos, aqui, treinam descalços, vestidos com pouco mais que trapos.

O equipamento é decrépito. O piso do ringue de boxe está cheio de remendos desiguais, as cordas estão desgastadas e há apenas um equipamento para a prática do esporte. Ainda assim, a academia já produziu quatro campeões olímpicos. Cada um desses meninos pobres cubanos tem o sonho de se tornar um campeão. Eu acho que isso não é pelo dinheiro, nem mesmo pela fama. Para esses meninos, ser um boxeador é o pináculo nobre e heróico da aspiração humana.

f e c o  h a m b u r g e r

Pulmão-frame

Cavernas – Pulmão

O projeto Cavernas investiga a relação entre espectador e obra na constituição do significado. Discute a representação imagética da fotografia e propõe uma experiência sensorial na exploração da obra. Latência e revelação. Potencialidade e significação na relação entre espectador, obra e luz. Tempo e movimento.

A obra Pulmão – primeira resultante da pesquisa – é uma vídeo-animação digital de uma mesma fotografia em diferentes interpretações de contraste. A variação linear e gradual da curva de contraste produz imagens sucessivas que, animadas em 24 quadros por segundo, e em modo loop, trazem a sensação de um movimento cíclico. Expansão e contração, deslumbramento e ocultação.

No espaço expositivo um fone de ouvido isola o som ambiente, favorecendo a percepção do espectador de sua própria respiração, criando tensão entre a imagem e o ritmo do corpo.

2009

Pulmão

Vídeo-animação digital de uma fotografia em diferentes interpretações de contraste.

Duração 1’11 modo loop – aspect ratio 4:3.

Monitor 29”(resolução 1600×1200) + computador com Quick Time Player ou equivalente + fone de ouvido com noisecancelling para isolamento acústico.

p a u l o  p e r e i r a

Corpo de Passagem

Debruçado sobre uma cerimônia de origem afro-brasileira, o autor apóia na figura de Exu para pôr em questão a corporeidade dos seres que ali surgem.

Com o foco da pesquisa alternando-se entre o documento e o vivenciar, o autor aprofunda-se no que mais o seduz: a doação dos corpos, o esvaziamento da psique, a fuga do cotidiano… O uso do corpo para a experiência do encantado.

Exu: Ser mediúnico imagético. Comunicação, transferência, movimento.

A transformação do corpo pela entidade que se manifesta. Imaterial que se apossa da matéria.

Técnica: fotografia digital, cor, impressão jato de tinta sobre papel de algodão.

Ata de Julgamento e Premiação:

A Comissão de Premiação, reunida no período de 11 a 14 de junho de 2012, considerando o disposto no regulamento do Prêmio Brasil Fotografia 2012 (anexo a esta Ata) e compreendendo “Ensaio” – proposto como temática desta Edição – como um trabalho experimental ou documental, bem como avaliando os trabalhos com critérios de linguagem, qualidade técnica e criatividade, indicou o “Prêmio Brasil Fotografia Especial – Aquisição”, e analisou 8717 trabalhos, das 837 inscrições da Categoria Ensaios fotográficos; os 1779 trabalhos, das 321 inscrições da Categoria Pesquisas Contemporâneas. Considerou, ainda, alterar de 01 prêmio para 02 prêmios para a Categoria Pesquisas Contemporâneos e de 02 prêmios para 01 prêmio para a Categoria Ensaios Fotográficos, premiando na forma abaixo descrita.

Veja, abaixo, fotos da abertura da exposição:

Gergia Quintas, sua filha Sofia Belem, Thiago Santana, fotógrafo premiado, Alexandre Belém, jornalista, e Bel Santana

Daniel e Tanyze Marconato

Cildo Oliveira e Miguel Chikaoka

Carlos Dadoorian

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