Besphoto na Pinacoteca do Estado de São Paulo

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a partir do dia 16 de junho a exposição BESPHOTO 2012 com cerca de 50 imagens (cor e pb) dos fotógrafos Mauro Pinto (Maputo, Moçambique,1974), Duarte Amaral Netto (Lisboa, Portugal, 1976), Cia de Foto, 2003, e Rosângela Rennó (Belo Horizonte, Brasil, 1962), todas realizadas entre 2011 e 2012.

Os quatro artistas apresentados integram a 8ª edição do prêmio BESPHOTO cuja exposição aconteceu de março a maio de 2010 no Museu Coleção Berardo(Portugal). O Júri de seleção foi composto  por  Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), Delfim Sardo, curador, crítico de arte e professor (Portugal) e Bisi Silva, curadora e fundadora/diretora do Centro de Arte Contemporânea de Lagos – CCA Lagos (Nigéria).  Já o juri de  premiação foi composto por: Dominique Fontaine, curadora, investigadora e Assessora cultural da plataforma POSteRIORI, em Montreal; Dirk Snauwaert , curador e Diretor do Wiels Arts Center for Contemporary Art (Bruxelas), membro do Júri do Prémio Edvard Munch Award for Contemporary Art (Nóruega), destacando ainda o cargo que ocupou enquanto Curador de arte contemporânea no Palais de Beaux-Arts (Bruxelas) e Diretor artístico do IAC – Institut d’Art Contemporain (Villeurbanne/França); e Ulrich Loock , professor e curador independente, tendo assumido a direção do Kunsthalle Bern e do Museu de Serralves.

O grande vencedor desta edição foi Mauro Pinto com a série Dá Licença. As imagens foram realizadas entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, no Bairro da Mafalala, em Maputo. “O que apresento neste projeto é uma certidão de nascimento narrativa, pessoal e coletiva. É uma árvore genealógica descrita nestes móveis, nesta luz, nestas bugigangas, pertencentes a estes negros, mestiços, emigrantes, imigrados, resistentes. Dá licença passa assim a ser uma interjeição positiva para iniciar um relato e afirmar uma existência”, afirma o fotográfo.  Segundo o jurí, a escolha se deu pela forma de como a série revela a entrega do artista à realidade das pessoas que habitam os espaços retratados, ao mesmo tempo em que transmite uma perspetiva histórica e sociológica da realidade contemporânea moçambicana através deste bairro da capital.

A CIA de Foto, formada pelos fotógrafos brasileiros, Pio Figueiroa, Rafael Jacinto, João Kehl e Carol Lopes, apresenta a série Agora, 2012, com destaque para Carnaval (apresentada no âmbito do New York Photo Fest). É um trabalho introspectivo, que mergulha em experiências vividas, mas também em demandas ou provocações externas. As imagens revelaram umprocesso de trabalho seguro, técnico e, sobretudo, poético, afirma o grupo.

Rosângela Rennó exibe a série Lanterna mágica, 2012, constituída por 12 fotografias realizadas manualmente, acompanhadas por quatro projetores antigos, do século 19 e início do século 20, do tipo lanterna mágica. Durante o processamento manual, as fotografias são sobre-expostas a uma fonte de luz muito intensa e pontual, que gera um efeito de buraco negro, de intensidade e tamanho variável, consumindo a paisagem retratada.

O trabalho de Duarte Amaral foi selecionado pela qualidade conceitual da exposição The Polish Club Case, apresentada em Lisboa. As obras apresentadas na exposição descrevem uma viagem fictícia da personagem Z da Alemanha para Portugal durante o início da II Guerra Mundial. Este trabalho foi realizado utilizando imagens da época que o artista colecionou.

Sobre o BES Photo

Na primeira fase, cada um dos artistas selecionados recebeu uma bolsa de produção para a realização da exposição BES Photo. Já na fase de premiação, o Júri,  de composição internacional com nacionalidade distinta das representadas pelos artistas seleccionados elegeu, a partir da exposição do Museu Coleção Berardo, Mauro Pinto como vencedor da 8ª edição. Helena Almeida foi a vencedora da 1ª edição, em 2004, José Luís Neto venceu em 2005, Daniel Blaufuks em 2006, Miguel Soares em 2007, Edgar Martins em 2008, Filipa César em 2009 e Manuela Marques em 2010.

Ao promover iniciativas que contribuem para a mais ampla divulgação da excelência da arte suportada por fotografia, o BES pretende ser um agente ativo no desenvolvimento e promoção da arte contemporânea em Portugal e com representatividade internacional. Esta iniciativa vem reforçar o compromisso assumido pelo Banco em promover a cultura, um compromisso antigo no Grupo BES mas que pretende ser permanentemente renovado, estimulado e alinhado com o posicionamento da marca: moderna, em evolução, abrangente e com projeção junto dos diferentes segmentos da sociedade.

A exposição fica em cartaz até dia 05 de agosto

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